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Como o príncipe Harry se tornou no 'eco' da luta contra o estigma do VIH iniciada por Diana

Esta foi uma das principais prioridades do trabalho que a 'princesa do povo' desenvolveu.

17 de setembro de 2019, 10:05

Foi este domingo, 15 de setembro, que o príncipe Harry completou 35 anos de vida e, na mesma data, fez uma pausa nas celebrações para enviar uma mensagem especial a Gareth Thomas, o antigo jogador de rugby do País de Gales, que recentemente admitiu estar infetado pelo VIH.

Nas redes sociais, Harry não pôde deixar de dirigir algumas palavras ao antigo desportista, que confessou ter sido forçado a tornar público o seu diagnóstico. "Gareth, tu és uma lenda! Ao compartilhares a tua história de ser VIH+, estás a salvar vidas e a destruir o estigma, mostrando que se pode ser forte vivendo com a infeção. Todos devemos ficar chocados com a maneira como foste forçado a contar a tua verdade, que é tua e somente tua, para compartilhares de acordo com a tua vontade. Eu e milhões de pessoas estamos contigo", pode ler-se, na conta oficial dos duques de Sussex.

O trabalho devolvido por Harry com vista ao fim da tabu existente em torno da doença é um eco perfeito daquilo que eram as preocupações da mãe, a princesa Diana. Na década de 1980, quando pouco ou nada se sabia sobre a patologia e as suas formas de transmissão, o pânico instalou-se no Reino Unido, à semelhança do resto do mundo.

Em 1987, a ‘princesa do povo’ tornou-se no primeiro membro da coroa britânica a contactar pessoas que contraíram o VIH. Ficou famoso o seu aperto de mão a um homem infetado pelo vírus durante a abertura de uma nova ala dedicada a esta área no Middlesex Hospital, enviando assim uma mensagem muito concreta a todo o mundo o vírus não é transmissível através de um contacto casual como um cumprimento.

Mais tarde, tornou-se patrona da National AIDS Trust em 1991 e este foi uma dos seis patronatos que manteve após o divórcio do príncipe Carlos, em 1996. Num discurso durante a conferência sobre Crianças e SIDA, em 1991, terá afirmado: “O VIH não torna as pessoas perigosas de conhecer. Podemos apertar as mãos e dar-lhes um abraço. Oh céus, como precisam disso. Além disso, podemos partilhar com eles casas, locais de trabalho, parques infantis e brinquedos.”

Desde a sua morte, a 31 de agosto de 1997, num fatídico acidente de viação, que os seus filhos, William e Harry têm dado continuidade ao seu legado trabalhando nas várias iniciativas de solidariedade, particularmente aqueles que eram mais especiais para Diana.

Em 2006, Harry e o príncipe Seeiso do Lesoto juntaram-se para fundar a Sentebale, uma instituição para apoiar a saúde mental e o bem-estar de crianças e jovens afetados pelo VIH e SIDA no Lesoto, no Botswana e no Malawi.

Foi durante o seu ano sabático, em 2004, que o filho mais novo do príncipe Carlos visitou aquele país, comovido pela necessidade de apoiar crianças órfãs devido à epidemia do vírus. Senteble significa miosótis em Sesotho, a língua oficial do Lesoto, e era também a flor de eleição de Diana.

Ao longo do anos, inúmeras foram as iniciativas a que Harry se associou com vista à angariação de fundos e à consciencialização para o problema. Entre estes contam-se a copa de pólo em Roma, em maio último, e o Sentebale Audi Concert, com Rita Ora como cabeça de cartaz.

Em 2016 realizou um teste de VIH ao vivo para as redes sociais no Hospital Guy and St Thomas, incentivando as pessoas a seguirem o seu exemplo. Cinco meses depois, voltou a repetir o gesto, desta vez ao lado da cantora Rihanna no seu país de origem, os Barbardos, num evento comemorativo da independência daquela nação.

Em julho de 2018 juntou-se a Elton John para, em Amesterdão, na Holanda, marcar presença no Aids 2018 Summit, a dupla acaba de lançar o MenStar Coalition, um fundo monetário dirigido ao combate da infeção nos homens. Na companhia de jovens da Sentebale, trouxe para o centro do debate as dificuldades que os jovens infetados enfrentam no seu dia-a-dia.

"Mais do que nunca precisamos de soluções novas, energéticas e inovadoras... e esta campanha está a atacar a raíz do problema: a falta de consciencialização da prevenção do VIH entre os jovens do sexo masculino", destacou.

Com a mulher, Meghan, assinalaram o Dia Mundial da Luta Contra a SIDA naquele que foi o seu primeiro ato oficial em conjunto, em dezembro 2017. Durante o evento tiveram oportunidade de conhecer representantes da Terrence Higgins Trust.

Quando a 19 de maio de 2018 se casaram, Harry e Meghan dispensaram lembraças e pediram donativos para as sete instituições por eles selecionadas. Harry voltou a mostrar que esta é causa é especial ao escolher a Children’s HIV Association (CHIVA) como uma das beneficiárias.

Os duques de Sussex estão ainda a preparar uma visita oficial por África que deverá ter início já na próxima semana: o grande foco dos seus compromissos será, é claro, apoiar os jovens infetados pelo vírus da imunodeficiência humana.

Veja o vídeo em que Gareth Thomas fala sobre a sua luta contra o VIH!

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