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Paulo Miguel Martins

Ana Guiomar “acho que sempre fui uma mulher de 30 anos”

Depois de um ano dedicado a outros projetos, a atriz regressou aos palcos e já tem peças agendadas para o Teatro Aberto.

Vanessa Bento
5 de março de 2019, 11:02

Ana Guiomar não precisa de grandes efeitos cénicos – nem na vida, nem nos palcos – para se destacar. O talento é natural. E a boa disposição, bem como o sentido de humor, também. Mas nem por isso se coloca em bicos de pés para falar de si ou do caminho que tem percorrido, tanto em teatro como em televisão, e que lhe tem granjeado a fama de ser uma das melhores atrizes da sua geração. E porque é em cima do palco que se sente feliz, a atriz começou o ano com a peça O Crocodilo ou o Extraordinário Acontecimento Irrelevante, que esteve em cena no Teatro São Luiz, local onde foi fotografada e falou com a CARAS sobre este desafio e todos os outros que a compõem. Aos 30 anos, é uma mulher resolvida consigo e com a vida, que partilha há 12 anos com o também ator Diogo Valsassina. Uma vida repleta de gargalhadas, boa comida e muita leveza, associada a uma grande dose de profissionalismo.

– O teatro é uma casa a que tem sempre vontade de voltar?

Ana Guiomar – Sim. É muito difícil recusar um projeto de teatro, porque são todos muito especiais, e, normalmente, as personagens são desafiantes e isso é muito estimulante, mesmo que emocional e fisicamente seja desgastante. Acho que é isso que explica o facto de o teatro ser uma constante na minha vida.

– Em que medida é que esta peça que acabou de sair de cena a completou?

– Esta peça foi escrita pelo Rui Neto, que acho um autor incrível, e tinha muita vontade de trabalhar com ele. Quando o Rui me falou desta peça, fiquei cheia de expectativas, que foram todas correspondidas. E a encenação deu-nos uma liberdade muito grande para criar, que foi muito bom e estimulante.

– Foi uma peça que a tirou da sua zona de conforto?

– Completamente. Cheguei a sair dos ensaios muito irritada.

– Porquê?

– Porque só me apetecia chorar. E a peça em si não era nada emocional. Era até muito racional. Mas a minha irritação advinha da frustração, porque era algo que não estou habituada a fazer. Enquanto no Teatro Aberto as peças que faço são emocionalmente muito difíceis, aqui era completamente o contrário.

– O que é que todas estas experiências em teatro lhe têm dado em termos profissionais e pessoais?

– Em termos profissionais, acho que me têm dado um traquejo maior de dramaturgia e acho que isso, em conflito com a televisão, me provoca a vontade de fazer textos de televisão cada vez mais exigentes e profundos. O que é bom e mau ao mesmo tempo. Pessoalmente, tem-me testado os limites e tem-me ajudado a ter mais autocontrolo, talvez.

Leia esta entrevista na íntegra na edição 1227 da revista CARAS.
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