Nas Bancas

Carolina do Mónaco: separada há dez anos, mas sem intenção de se divorciar

O alcoolismo do príncipe Ernst de Hannover ditou o fim da união, mas Carolina não terá querido perder o estatuto.

Ana Oliveira
15 de fevereiro de 2019, 16:44

A filha mais velha do príncipe Rainier do Mónaco e da atriz norte-americana Grace Kelly nasceu princesa e em berço de ouro, mas não tem tido uma vida de conto de fadas. Pelo menos no que toca ao amor. Tendo casado três vezes, nenhuma das uniões lhe trouxe a felicidade que terá desejado; o primeiro marido, o francês Philippe Junot, com quem se casou em 1978, aos 21 anos, nunca abandonou a vida de playboy e a união só durou dois anos. Foi pouco depois que conheceu o grande amor da sua vida, o italiano Stefano Casiraghi, filho de um magnata do petróleo. Acabou por se casar com ele a 23 de dezembro de 1983, já grávida do primeiro filho, Andrea, que nasceria em junho. Um ano depois nascia Charlotte e em 1987 Pierre. Este segundo casamento parecia ter tudo para correr bem, mas um trágico acidente de barco matou Casiraghi no dia 3 de outubro de 1990, deixando-a viúva e com três filhos pequenos.
Mergulhada num luto profundo, Carolina teve a seu favor o facto de ser muito jovem, e acabaria por recuperar o ânimo com a ajuda de alguns amigos mais chegados, entre eles o príncipe alemão Ernst de Hannover, que se divorciou da primeira mulher, Chantal Hochuli (amiga íntima de Carolina), mãe dos seus dois filhos mais velhos, em 1997. Dois anos depois, a 23 de janeiro, dia em que completava 42 anos, Carolina casava-se com Ernst. Mais uma vez a noiva estava grávida, agora de Alexandra, que nasceria seis meses depois, a 20 de julho de 1999.
Carolina mudou-se então de Monte Carlo para Le Mée-sur-Seine, em França, onde o casal comprou uma casa do século XVIII ao estilista Karl Lagerfeld, grande amigo da princesa. Seria de esperar que a maturidade e experiência de vida de ambos tivesse resultado numa relação feliz e tranquila, mas na verdade este casamento foi sempre turbulento. A juntar ao seu temperamento colérico e algo grosseiro – que o fez pagar milhares de euros em indemnizações por agressões e injúrias, nomeadamente aos paparazzi que frequentemente o perseguiam para conseguir imagens comprometedoras, como a que o mostra a urinar contra a parede de um dos pavilhões de exposições da Expo de Hanover, em 2000, e a cujo autor deu um pontapé –, o príncipe tinha ainda contra ele o facto de ser alcoólico, vício que nunca conseguiu abandonar. Depois de vários escândalos, Carolina acabou por deixá-lo, no verão de 2009, mas nunca se divorciaram.
Há pelo menos duas explicações para isso: por um lado, Carolina teria direito a metade da fortuna do marido, e este não quererá passar pela complicação de fazer partilhas, sobretudo dadas as relações tensas que tem com os filhos, Ernst August e Christian, que chegaram a ponderar declarar o pai incapaz (o alcoolismo já o forçou a ser internado mais do que uma vez e chegou a estar em coma quando ainda era casado com Carolina), tendo ficado o mais velho a gerir o património familiar e Ernst apenas responsável pela sua fortuna pessoal. Por outro lado, em caso de divórcio a princesa perderia o estatuto que ganhou pelo casamento com o príncipe alemão: em termos de protocolo, ser princesa de Hannover é mais relevante do que ser princesa do Mónaco (a Casa de Hannover está associada às casas reais de Inglaterra, Espanha e Grécia, sendo Ernst primo direito da rainha Sofía de Espanha, por exemplo), onde passou a ser uma figura de segundo plano desde que o irmão, o príncipe Alberto II, se casou com Charlene e teve dois filhos, que serão os seus sucessores. Não se espera, portanto, que Carolina, de 62 anos, e Ernst, de 64, venham a concretizar a separação judicial, pelo menos se nada se alterar nas respetivas circunstâncias de vida.

Comentários

ATENÇÃO: ESTE É UM ESPAÇO PÚBLICO E MODERADO. Não forneça os seus dados pessoais (como telefone ou morada) nem utilize linguagem imprópria.

Nas Bancas

Newsletters

Receba grátis no seu email as notícias, as últimas caras!

Caras Nas Redes

Mais na Caras