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28 anos após a sua morte, Grace Kelly continua a ser ícone de beleza e estilo

Vestidos, jóias, fotos e memórias da actriz que se tornou princesa vão estar em exposição em Londres.

Jorge Gonçalves
19 de abril de 2010, 10:26
FOTOS:

Corbis/VMI

Filha de irlandeses que se moviam muito bem na sociedade e usufruíam de um excelente poder económico,
Grace Kelly
revelou logo em criança uma forte personalidade. Contrariando a vontade dos pais, enveredou por uma carreira artística, primeiro, participando em peças de teatro, mais tarde, na televisão e, por fim, no cinema - através do qual se tornou mundialmente conhecida -, evitando sempre utilizar os conhecimentos e influências dos pais que poderiam facilitar a sua evolução profissional. Mas a sua educação, formação e valores foram-se revelando ao longo dos anos e, enquanto via o seu talento como actriz ser reconhecido, a sua elegância e estilo - certamente incutidos pela mãe,
Margaret Katherine Maier
- começavam a ter repercussões um pouco por todo o mundo, sendo ainda hoje apontada como um dos maiores ícones de moda e estilo de sempre.Se 28 anos após a sua morte Grace Kelly continua a ser uma lenda no mundo da moda - inspirando mulheres e estilistas -, isso deve-se à tal forte personalidade de que falávamos, e que se revelava não só no seu desempenho enquanto actriz, mas sobretudo na sua determinação em manter um estilo muito próprio. Fazendo parte de uma geração de actrizes que surgiam com vestidos demasiado justos e insinuantes, Grace Kelly preferiu sempre conjuntos discretos, clássicos e confortáveis.
"Optando por usar roupas que não chamavam muito a atenção, ela acabava por chamar as atenções para ela própria"
, defendia
Oleg Cassini
, o estilista franco-americano de quem a actriz chegou a ficar noiva.

Grace Kelly não seguia as regras ou tendências de moda de Hollywood, usando, por exemplo, luvas brancas, pouco populares na época, mas que acabaram por se tornar, a par dos óculos de sol XL e colares de pérolas, uma das suas imagens de marca. Aliás, nos seus looks era obrigatória a presença de acessórios. Um estilo discreto, mas inconfundível, que manteve mesmo depois de se ter tornado princesa, ao casar-se com o príncipe
Rainier
do Mónaco, em Abril de 1956.E são precisamente alguns dos vestidos que ajudaram a dar brilho e glamour aos momentos mais marcantes da sua vida, tanto a nível profissional como pessoal, que poderão ser vistos em breve na exposição
Grace Kelly: Style Icon
, que irá abrir ao público no próximo dia 17 de Abril, no Victoria & Albert Museum, em Londres. Quem não conseguir visitar a exposição e espreitar um dos 50 looks de Grace Kelly - nos quais se incluem 35 vestidos de alta-costura dos seus costureiros favoritos, como Dior, Balenciaga, Givenchy e Yves Saint-Laurent, além de jóias magníficas, chapéus, cartazes dos filmes em que participou, fotografias e até o único Óscar que ganhou, o de Melhor Actriz, que recebeu em 1955 pelo seu desempenho no filme
Amar é Sofrer
-, poderá sempre folhear o livro
Grace Kelly Style
, editado pelo museu londrino para acompanhar esta exposição, com páginas repletas de fotografias da actriz que se tornou princesa.A pretexto desta exposição, cuja inauguração é aguardada com expectativa e entusiasmo, a imprensa mundial volta a falar de Grace Kelly. No caso português, a revista
Intelligent Life
, cujo primeiro número acaba de sair com o jornal
Expresso
, deu-lhe mesmo honras de capa, ilustrando uma peça sobre loiras fatais que ficaram na História.



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