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Princesa Haya quer proteger a filha, de 11 anos, de casamento forçado

Em tribunal, a mulher do emir do Dubai pediu também proteção contra violência doméstica.

Ana Paula Homem
18 de agosto de 2019, 12:12

Nas audiências preliminares para a regulação da custódia dos dois filhos, a princesa Al-Jalila, de 11 anos, e o príncipe Zayed, de sete, que decorreram nos passados 30 e 31 de julho na Secção de Família do Supremo Tribunal de Londres, a princesa Haya bint al-Hussein, de 45 anos, não só reclamou a tutela dos filhos como pediu que eles fiquem à guarda do tribunal, de forma a impedir que o ainda seu marido, o sheik Al Maktoum do Dubai, tente levar as crianças de volta para o seu país. A irmã do rei Abdullah II da Jordânia pediu ainda ao juiz Sir Andrew McFarlane uma ordem judicial que proteja um dos seus filhos de um casamento forçado. Apesar de não ter sido revelado qual dos dois, a opinião generalizada é de que será a sua filha, já que as mulheres no Dubai não têm voto na matéria e podem ser obrigadas pelos pais a casarem-se ainda crianças.
O sheik não compareceu a estas audiências, em que a princesa Haya interpôs também um pedido de proteção contra violência doméstica, provavelmente para impedir que Al-Jalila venha a sofrer o mesmo destino que as suas irmãs Shamsa, de 39 anos, e Latifa, de 33, que o pai condenou a penas de prisão e submeteu a torturas depois de terem tentado fugir do Dubai.
As audiências finais para a regulação do poder paternal de Al-Jalila e Zayed começarão a 11 de novembro. Ignora-se ainda quando terá início o processo de divórcio do casal desavindo.

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