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Princesa Haya refugia-se em Londres com medo do marido, o emir do Dubai

A mulher do “sheik” Mohammed bin Rashid Al Maktoum teme que ela e os filhos corram perigo de vida.

Ana Paula Homem
20 de julho de 2019, 10:00

Nascida do terceiro casamento do falecido rei Hussein da Jordânia e meia-irmã do atual rei daquele país do Médio Oriente, Abdullah II, a princesa Haya bint Hussein, de 45 anos, casou-se em abril de 2004 com o emir do Dubai, o sheik Mohammed bin Rashid Al Maktoum, 25 anos mais velho e um dos homens mais ricos do mundo. Há cerca de duas semanas, a princesa, mãe de dois dos 23 filhos do emir, fugiu do Dubai, levando consigo, para a ajudar a começar uma nova vida, cerca de 40 milhões de euros.
Haya, que foi vista pela última vez em público a 20 de maio, terá começado por viajar para a Alemanha com os filhos, a princesa Al-Jalila, de 11 anos, e o príncipe Zayed, de sete, refugiando-se depois na mansão que comprou em 2018, por quase 100 milhões de euros e apenas em seu nome, na rua mais cara de Londres, mesmo em frente ao Palácio de Kensington.
A mulher do sheik terá começado a planear esta fuga precisamente quando comprou a casa londrina, depois de, em fevereiro de 2018, uma das filhas do marido, a princesa Latifa, ter também fugido do seu país com medo do pai. Latifa, que esperava conseguir asilo político noutro país, fugiu de jet ski e depois de veleiro, mas acabaria por ser capturada por tropas especiais do pai ao largo da região de Goa, na Índia, a 5 de março, e aprisionada, não se sabendo do seu paradeiro desde então. Antes de fugir, a princesa, hoje com 33 anos, partilhara na Internet um vídeo de 40 minutos no qual relatava os maus-tratos de que era vítima, pois fora presa e torturada vezes sem conta, e frisava que temia que o pai a mandasse matar, acusando-o ainda de ser responsável por vários assassínios.
No mesmo vídeo, a jovem contava que em 2000 uma das suas irmãs, a princesa Shamsa, então com 19 anos, fugira da propriedade que o pai possui no Surrey, Inglaterra, mas que fora intercetada por forças do emirado e desde então tem sido mantida no país natal contra a sua vontade. Na ocasião, as autoridades do Dubai negaram as acusações da princesa, declarando que ela era “vulnerável à exploração” e que não tinha fugido e sim sido raptada.
Al Maktoum, que é também o vice-presidente e primeiro-ministro dos Emirados Árabes Unidos, tem seis mulheres oficiais e, diz-se, um vasto harém, mas tinha uma notória predileção pela princesa Haya, a única que o acompanhava regularmente em viagens ao estrangeiro, nomeadamente a provas hípicas, entre elas as corridas de Ascot, onde eram presença assídua ao lado da rainha Isabel II. Este ano, no entanto, o emir já compareceu sozinho à Royal Ascot, que se disputou no início de junho. Dias antes, por seu turno, a princesa Haya também estivera sozinha no Castelo de Windsor, para tomar chá com a rainha.
Além de ser muito bonita, Haya é também culta e recebeu uma educação que a terá tornado demasiado emancipada para se deixar sufocar por um marido islâmico ortodoxo. Enquanto filha de um rei progressista e assumidamente anglófilo como era Hussein da Jordânia, a princesa foi educada como uma cidadã do mundo, estudando em colégios internos em Inglaterra e licenciando-se em Filosofia, Política e Economia, com menção honrosa, em Oxford.
O sheik, que também estudou numa universidade britânica, Cambridge, tinha em comum com a mulher o gosto pelas artes e a paixão por cavalos, sendo ambos criadores de cavalos de competição. Aliás, a princesa é uma cavaleira exímia, tendo representado a Jordânia nos Jogos Olímpicos de 2000.
Soube-se entretanto que o emir já entrou com o pedido de custódia dos filhos num tribunal de família de Londres, estando a primeira audiência marcada para o próximo dia 30. Naquele que será um dos divórcios mais caros e polémicos da história, o emir será representado pela advogada Helen Ward, conhecida como a “Grande Dama dos Divórcios” e que teve clientes famosos como o realizador Guy Ritchie, quando este se divorciou de Madonna, ou a cantora Cheryl Cole, por ocasião do seu divórcio do futebolista Ashley Cole. Quanto à princesa, contratou Fiona Shackleton, de cognome “Magnólia de Ferro”, que foi advogada do príncipe Carlos de Inglaterra no divórcio de Diana e do seu irmão, o príncipe André, quando este se separou de Sarah Ferguson.
Desde o desaparecimento da mulher, o sheik, um amante de literatura, com vários livros publicados, entre eles de poesia, tem partilhado no Instagram alguns poemas em tom raivoso que lhe são obviamente dedicados, num dos quais diz: “Não me interessa se vives ou morres.”

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