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Os momentos em que o príncipe Carlos se deixou de formalismos e se comportou de maneira surpreendente

A postura formal a que o Príncipe Carlos sempre nos habituou foi 'desmontada' em algumas alturas da sua vida

CARAS
14 de novembro de 2018, 15:05

Pouco passava das seis da tarde quando a emissão da delegação escocesa da BBC entrava num dos momentos de maior utilidade dos seus noticiários, a informação meteorológica. “Deixem-me apresentar-vos o novo elemento da nossa equipa. Pode prosseguir, Sua Alteza”, disse a pivô Sally Magnusson, ao mesmo tempo que a câmara do estúdio se virava para o Príncipe Carlos que, com o comando do teleponto na mão e com o mapa do Reino Unido em fundo, começava a mostrar aos súbditos o estado do tempo com o qual poderiam contar nesse dia.

A tela mostrava muita chuva, neve e vento, como se o tempo naquele dia quisesse mostrar-se solidário com o herdeiro ao trono britânico que mais teve que esperar para ser Rei em toda a história da monarquia britânica. Também para o filho de Isabel II o tempo é incerto porque na idade em que a reforma devia estar a chegar, o trabalho ainda nem começou.

A ida do pai de William e Harry aos estúdios da BBC será um dos momentos que melhor ajudam a desconstruir a postura pesada de um homem que trabalha muito - “devia abrandar o ritmo”, diz Harry -, e que tem para sempre em si o peso de uma relação conturbada com a verdadeira princesa do povo, Diana de Gales. Naquele dia de visita aos estúdios, por ocasião das celebrações dos 60 anos de emissões da antena escocesa da emissora britânica, Carlos despiu o traje de monarca e vestiu o de meteorologista, tendo o vídeo do momento alastrado nas redes sociais à velocidade de um furacão.

Para conseguirmos encontrar mais momentos de descontração do herdeiro do trono precisamos de recuar uns anos. Em 1997, a popularidade das Spice Girls permitiu a Geri Halliwell um momento de ousadia que lhe podia ter valido um valente puxão de orelhas. Enquanto o príncipe tentava tirar uma foto de grupo com a banda, a estrela da pop beliscou-lhe o rabo e deu-lhe um beijo na face carregado de batom vermelho.

Embrenhado na sua postura formal, ainda mais acentuada pelo fraque que vestia no momento, Carlos não se mostrou desagradado, bem pelo contrário. “Acho que ele gostou bastante, o que foi bom para que não tivéssemos problemas com os protocolos reais”, disse numa entrevista recente Mel C, recordando o momento.

Um monarca carrega o peso da responsabilidade de representação dos súbditos e, para isso, precisa de se aproximar dos seus representados. Carlos deixou essas funções para Diana, mas com a sua morte teve que ser ele próprio a ‘descer ao povo’ e começar a construir o seu perfil de rei, recuperando o tempo perdido.

Terá sido essa vontade de se mostrar um homem com sentido de humor que o fez usar um chapéu com rastas oferecido por Rita Marley, viúva de Bob Marley, numa visita oficial à Jamaica. Carlos usou propositadamente o chapéu ao contrário, tendo sido fotografado com as rastas falsas a cobrirem-lhe por completo a cara. O momento valeu gargalhadas audíveis dos presentes.

Num outro momento, registado durante uma visita oficial, o príncipe de Gales aproveitou para mostrar que é um homem de ritmo quando pegou numas baquetas e acompanhou ao bombo a música africana da Banda Nacional da Serra Leoa. No palco, foi acompanhado por um grupo de dança que, com muita animação, parecia aprovar os dotes artísticos do monarca.

Carlos chega esta quarta-feira aos 70 anos com uma vida repleta de formalismos e, ao contrário do tempo adverso que se fazia sentir no dia em visitou os estúdio da BBC, o príncipe de Gales espera viver os próximos anos com algumas ‘abertas’.

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