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William e Harry fazem confissões sobre a morte da mãe

Os príncipes falaram sobre a morte da princesa Diana e revelaram como o príncipe Carlos escondeu a notícia, como se sentiram e como vivem com isso todos os dias.

Sarah Pinto
24 de agosto de 2017, 13:20

O príncipe William e o seu irmão, Harry, contaram pela primeira vez como o pai, Carlos de Inglaterra, lhes deu a notícia sobre a morte da mãe, a princesa Diana. Revelam as suas reações depois de serem informados do fatídico acidente de viação em Paris e do facto de se terem sentido obrigados a ocultar a tristeza e o sofrimento.
O príncipe Harry, com apenas 12 anos, assume que ficou traumatizado com a morte da mãe, mas prometeu que nunca iria chorar em público até ao resto da sua vida e cumpriu com a sua palavra. Prestando homenagem ao pai pelas suas tentativas de confortar os filhos após a morte de Diana, o Harry confessou no documentário transmitido pela BBC a propósito do 20.º aniversário da morte da ‘Princesa do Povo’: "Uma das coisas mais difíceis para qualquer pai é contar aos seus filhos que o seu outro progenitor morreu. Mas ele estava lá para nós, tentou fazer o seu melhor e certificar-se que estávamos a ser protegidos e a receber todos os cuidados necessários. Mas, sabe, ele também estava a passar pelo mesmo processo de luto", acrescentou.
Por outro lado, William diz que se sentiu "desorientado, tonto... e muito confuso", acrescentando ainda que "foi um momento muito difícil para a avó", uma vez que se sentia muito dividida entre o papel de avó carinhosa e o dever de agir como se espera de uma rainha.
Harry fala também sobre o seu regresso a Londres: "As pessoas estavam a agarrar-nos e a puxar-nos para os seus braços. Não culpo ninguém por isso, claro que não. Mas foram esses momentos os mais chocantes. As pessoas gritavam, choravam, as mãos das pessoas estavam húmidas por causa das lágrimas antes de me apertarem a mão. São lembranças que ficam".
O duque de Cambridge descreve o cortejo fúnebre como "a coisa mais difícil que já [teve] de fazer". E acrescenta: "Apenas me lembro de me esconder atrás da minha franja".
Ambos sentiram que tinham de ser fortes e manter a postura, afinal eram os herdeiros ao trono e não podiam fraquejar em público, apesar de se sentirem apenas duas crianças fragilizadas que tinham acabado de perder a mãe. "Felizmente, na despedida final tivemos a privacidade necessária para sermos honestos com os nossos sentimentos. Não imaginávamos o impacto que teria a morte da nossa mãe”, diz Harry, confessando-se um pouco apático a todas as demonstrações de carinho de anónimos. "Lembro-me de olhar para as flores e os bilhetes que as pessoas deixavam. Mas o que me importava era que eu tinha perdido a minha mãe e não queria estar onde estava. Queria viver tudo aquilo longe dali”, concluiu.
William fala também do ambiente no funeral e dos dias de luto, relata o quão incrível e doloroso foi ver tantas pessoas a demonstrarem o seu amor pela princesa Diana sem sequer a conhecerem. "Eu não conseguia entender por que todos choravam tão alto e se mostravam tão emocionados visto que não conheciam a nossa mãe. Eu pensava: ‘Nem a conhecem. Afinal por que estão tão tristes?’ Agora, olhando para trás, aprendi a entender o que ela deu ao mundo e o que ela deu a muitas pessoas. De volta aos anos noventa, não havia muitas outras figuras públicas a fazer o que ela fazia. Ela era um raio de luz num mundo bastante cinzento", afirma.
Com isto, tanto para William como para Harry, a parte mais complicada do dia foi a despedida, pois foi o momento em que tiveram de controlar todos os sentimentos, sem deixar cair sequer uma única lágrima. "O equilíbrio entre dever e gerir o que sentimos com a perda de um familiar não foi fácil. Acho que a coisa mais difícil foi aquela caminhada [o cortejo fúnebre]. Foi muito longa e solitária. Só queria entrar numa sala e chorar", disse William. "Eu sei que parece ridículo, mas no momento eu olhava para o chão com o cabelo no meu rosto, e só pensava que assim ninguém podia ver-me. Parece ridículo agora, mas na época era importante para mim", continuou.
Durante muitos anos, os príncipes ficaram revoltados pelo facto de a família real ter decidido que todos deviam caminhar atrás do caixão. Contudo, hoje, Harry fala de forma mais compreensiva: "Eu acho que foi uma decisão de grupo. Na realidade, não sei dizer se foi uma decisão certa ou errada, mas, olhando para trás, estou muito feliz por ter feito parte daquele momento".
Embora ausente das vidas dos filhos há quase duas décadas, Diana continua a ter grande influência sobre eles, os seus comportamentos e as suas opções de vida. "Se eu puder ser apenas uma pequena parte do ser humano que ela era, já me sinto orgulhoso e espero que ela se sinta orgulhosa também", diz Harry. "Eu queria que ela se orgulhasse da pessoa sou hoje", concordou o irmão mais velho.

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