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Aos 70 anos, Camilla usufrui de cada momento da felicidade que conquistou

Carlos e Camilla apaixonaram-se um pelo outro na juventude, foram amantes e cúmplices durante longos anos, mas só conseguiram ficar juntos perto dos 60 anos. Uma vitória que parecem saborear com gosto.

Ana Paula Homem
15 de agosto de 2017, 12:00

A incógnita em relação ao que o futuro nos trará é uma realidade com que todos lidamos, mas alguns parecem mais fadados a atrair dúvidas e incertezas para as suas vidas. Aos 70 anos, completados no passado dia 17 de julho, a mulher do príncipe Carlos de Inglaterra, Camilla, duquesa da Cornualha, é, sem dúvida, uma delas.
Depois de longos anos em que se imaginou a permanecer eternamente à sombra do casamento do homem por quem se apaixonou ainda muito jovem com Diana Spencer, mas também enleada nas teias do seu próprio casamento com o garboso aristocrata – e infiel desde os tempos de namoro – Andrew Parker Bowles, oficial do Exército Britânico, Camilla conseguiu um lugar ao sol quando já não acreditava que isso seria possível. E conseguiu-o, diga-se em abono da verdade, muito à conta da morte de Diana, que obviamente tornou mais fácil para Carlos assumir publicamente a relação com aquela que foi sua amante durante anos e, como tal, a quem se atribuiu sempre alguma culpa pelo fracasso do casamento dos príncipes de Gales.
O dia do seu casamento com Carlos – 9 de abril de 2005 – foi, por isso, muito mais do que a possibilidade de tornar a sua história de amor legítima. Permitiu-lhe ser incluída no círculo familiar do marido, nomeadamente dos filhos deste, e, aos poucos, integrar-se e tornar-se estimada pela sua personalidade, reconhecida como genuína, terra a terra e bem-humorada. E as imagens falam por si: o ar divertido com que tanto Harry e William como Isabel II surgem hoje ao seu lado nas fotos mostra que o entendimento é real. Em simultâneo, acabou também por conseguir a aprovação dos ingleses, somando de ano para ano pontos no seu índice de popularidade.
Camilla continua, no entanto, a não saber a resposta para uma questão que é muitas vezes levantada pela imprensa britânica: no dia em que Carlos subir ao trono, qual será o seu estatuto? Permanecerá princesa consorte ou bater-se-á o futuro rei para fazer dela rainha? A verdade é que a questão inquieta muito mais os outros do que a própria, que parece apenas querer aproveitar cada momento da felicidade que conquistou a tanto custo.

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