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Príncipe Harry já pensa em ter filhos

O terceiro na linha de sucessão ao trono britânico namora atualmente com a atriz Meghan Markle.

CARAS
19 de abril de 2017, 16:32

O príncipe Harry de Inglaterra, conhecido pela sua fama de sedutor, teve algumas namoradas, mas nunca sentiu necessidade de emitir um comunicado a confirmar a sua relação com Meghan Markle e a pedir que fosse respeitada a sua privacidade. Especialistas em realeza garantem que esta atitude revela que o neto de Isabel II está realmente empenhado em fazer com que esta relação funcione e, quem sabe, casar-se com a atriz, de 35 anos.
Certo é que o príncipe boémio – as festas regadas por muito álcool fizeram correr muita tinta na imprensa internacional – parece agora mais tranquilo. As mudanças de comportamento devem-se certamente à idade; ao facto de cada vez ter mais responsabilidades ao nível de agenda, uma vez que a idade avançada da avó já não lhe permite assistir a todos os atos oficiais; mas também à relação estável que mantém com a estrela da série Suits.
Numa participação no primeiro episódio do podcast Mad Wolrd, do The Telegraph, Harry de Inglaterra falou mesmo do desejo de ter filhos. “Claro que eu adoraria ter filhos. Já sou padrinho de alguns [filhos] dos meus amigos… De cinco ou seis”, começou por dizer o príncipe, de 32 anos. Quando questionado sobre este papel, adiantou entre risos: “Gosto de pensar que sou bom [padrinho]. Mas acredito que a chave para o sucesso numa relação dessas é ser adulto sem nunca perder o nosso lado mais infantil. E se isso significa ir a casa de alguém, sentarmo-nos e jogar PlayStation, por exemplo, pois é isso que eu faço. Na realidade, tenho muita prática nisso”.
Nesta ocasião, Harry também falou abertamente sobre a 'guerra' que as pessoas com problemas mentais têm consigo mesmas, incluindo o seu próprio sofrimento após a perda da mãe, a princesa Diana. “Passava a maior parte da minha vida a dizer ‘eu estou bem’ e o que é certo é que a maioria de nós não está preparada para bater tão fundo. Por isso, hoje estou bem, um pouco nervoso e com o peito apertado, mas estou bem”, contou Harry, durante a meia hora de entrevista, onde também se falou da fundação de apoio às pessoas com problemas de saúde mental criada pelo príncipe e pelos Duques de Cambridge, o príncipe William e Kate Middleton, a Heads Together.
O príncipe referiu que o facto de ter perdido a mãe em 1997 e da morte ter sido tão mediática afetou a sua vida pessoal e pública e, consequentemente, a sua saúde mental. “Posso dizer seguramente que ter perdido a minha mãe com 12 anos e, a partir daí, me ter fechado e não ter expressado as minhas emoções durante os últimos 20 anos teve um impacto muito sério na minha vida pessoal, mas também no meu trabalho”, contou. “A minha maneira de lidar com isso foi enfiar a cabeça na areia e recusar-me a pensar na minha mãe, porque de que forma é que pensar me ia ajudar?”. Depois de anos a evitar esses pensamentos e de ter acumulado esse sofrimento durante duas décadas, o príncipe diz ter vivido o “caos total” durante dois anos. Até que, aos 28 anos, e com o “enorme apoio” do irmão, começou a procurar profissionais e fez terapia algumas vezes. Foi também nessa altura que começou a praticar boxe como mecanismo de compensação. “Estava prestes a bater em alguém”, confessou.
Agora, Harry diz estar bem. “Por causa do processo que passei nos últimos três anos, neste momento tenho conseguido levar o meu trabalho a sério e a minha vida privada também e sou capaz de colocar sangue, suor e lágrimas nas coisas que realmente fazem a diferença”, disse. “Não importa quem és ou o que fazes, conversar deve ser sempre o princípio de tudo”, garantiu.

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