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Kate e William: Dias tensos depois das polémicas férias do príncipe na neve

Kate não gostou das fotos e vídeos do marido na Suíça. A sua linguagem corporal na visita a Paris mostra bem que o pôs de castigo.

Ana Paula Homem
22 de março de 2017, 16:08

A um mês de comemorarem seis anos de casados – a 29 de abril –, William e Kate estão a atravessar a sua primeira crise conjugal. Enfim, pelo menos a primeira com ecos públicos. As irreverentes imagens do príncipe – fotos e vídeos – captadas com telemóveis por turistas anónimos e divulgadas pelos tabloides ingleses durante um fim de semana prolongado (entre 10 e 12 de março) que passou na estância de esqui suíça de Verbier na companhia de três amigos dos seus tempos de escola, irritaram muito a duquesa de Cambridge, que desde o regresso do marido a casa se tem mostrado amigável para com toda a gente menos para com... o marido. Os primeiros registos da expressão facial tensa de Kate foram captados na última sexta-feira, dia 17, logo pela manhã, quando acompanhou William ao Quartel da Guarda Irlandesa em Hounslow, onde presidiram à parada do dia do padroeiro da mesma, St. Patrick. Profissional, a duquesa de Cambridge conversou animadamente com os oficiais, sorriu bastante e deu até umas gargalhadas, mas sempre que o marido se aproximava, o seu sorriso desvanecia-se e franzia quase impercetivelmente a testa. O olhar duro e inquiridor, no entanto, foi o que mais espelhou o que ia na alma da futura rainha de Inglaterra.
Quanto a William, sempre que olhava para a mulher tinha o ar cabisbaixo e aflito de uma criança pequena apanhada em flagrante a comer uma guloseima proibida. Tudo nele parecia gritar “culpado!”, o que só pode ter agravado ainda mais a fúria da jovem duquesa.
Assim que a parada de St. Patrick terminou, os dois embarcaram num avião rumo à capital francesa, para uma curta visita oficial de pouco mais de 24 horas, e, apesar dos sorrisos e gargalhadas que trocaram com François Hollande no Palácio do Eliseu, primeira paragem desta viagem, a tensão via-se a olho nu. E continuou, pois a jornalista da revista Gala que horas depois fez a cobertura do jantar que Kate e William ofereceram, na Embaixada de Inglaterra em Paris, a 150 convidados de ambos países, ligados às artes, à moda, ao desporto, aos negócios e à solidariedade, notou que a dada altura William pôs a mão sobre o ombro da mulher, mas que a retirou de imediato, como se se tivesse queimado.
E, afinal, por que razão está Kate tão zangada, se certamente não se terá oposto a que o marido fosse passar uns dias com “os rapazes”? Tudo indica que o motivo da zanga se pode atribuir a uns copos a mais (várias testemunhas oculares confirmaram que estes dias na neve foram aquecidos com muito álcool), que desinibiram tanto o príncipe que o levaram a comportar-se em público de uma forma que não se esperava dele: numa das noites em que o grupo de gentlemen ingleses esteve numa discoteca local, William não só dançou com uma desenvoltura um pouco excessiva e algo cambaleante, como “confraternizou” demasiado à-vontade – ou seja, com muitos toques físicos – com algumas das raparigas presentes, entre elas uma modelo australia-
na loira e vistosa, Sophie Taylor, de 24 anos, da qual abundam fotos ousadas na internet.
Como se não bastasse, no dia seguinte, Sophie, que trabalha no bar do Farinet Hotel, onde William e os amigos ficaram hospedados, juntou-se a eles no restaurante da pista de esqui, levando consigo uma colega igualmente loira e vistosa, a esteticista inglesa Rosie Peet, para um efusivo almoço, também ele bem regado e de muita proximidade corporal.
Se William não fosse quem é, tudo o que se passou em Verbier teria ficado em Verbier. Mas William é quem é e onde quer que vá dificilmente passa despercebido. Sobretudo em locais turísticos onde possa haver ingleses, como era o caso na estância suíça. E esses mesmos ingleses, que adoram o casal Cambridge, pelo que ele simboliza em termos de renovação da monarquia, ficaram tão atónitos com o comportamento errático do príncipe que não resistiram a registar tudo para a posteridade. E, em seguida, a lucrarem algum dinheiro mandando as imagens para os jornais.
Poucas horas depois, tabloides como o The Sun ou o Daily Mail Online faziam manchete do assunto, com títulos arrasadores e fotos de William a falar ao ouvido de uma morena não identificada enquanto a agarrava pela cintura ou a brincar com Sophie Taylor, à qual roubou o chapéu antes de a arrastar numa dança de movimentos provocadores. E as respetivas matérias editoriais eram profusamente ilustradas com imagens da escapadela de William alternadas com muitas fotos reveladoras do corpo da modelo australiana.
Claro está que Kate viu tudo e, mesmo que não ponha em causa a lealdade do marido para com ela, não gostou que ele aparecesse naqueles “preparos” nos jornais. Nem de ouvir o coro de críticas que se levantou, com alguns jornalistas a compararem o príncipe ao pai, o volúvel príncipe Carlos, que tanto fez sofrer Diana com a sua relação com Camilla. Pior ainda, a lembrarem que William tem negligenciado muito as suas tarefas oficiais e que para ir à Suíça faltou às comemorações do Dia da Commonwealth, que Isabel II considera um dos momentos mais importantes da sua agenda anual, pelo que faz questão de ter toda a família presente. E esta última recriminação, sim, pode ter um custo elevado na popularidade do neto da rainha, pois os ingleses sabem muito bem que são os seus impostos que pagam os custos que os Windsor representam, esperando, em troca, que eles não falhem com as suas obrigações.
William, que completa 35 anos dentro de três meses – ou seja, tem idade para ter juízo –, já não era exatamente um menino quando se casou com Kate – casamento que, é bom não esquecer, celebrou de sua livre vontade e não por conveniência –, é pai de duas crianças adoráveis, George, de quase quatro anos, e Charlotte, de quase dois, tem uma vida de luxo e prazeres a que poucos mortais podem aspirar e espera-o, um dia, a responsabilidade de ocupar, com a maior dignidade possível, o trono secular onde se senta, com uma conduta irrepreensível desde há 65 anos, a sua avó. Além disso, sofreu na pele, desde muito pequeno, as consequências que qualquer passo em falso pode ter para um casamento, pois os tabloides ingleses nunca se coibiram de estampar nas primeiras páginas os amores extraconjugais dos seus pais, com as consequências trágicas que isso teve para a sua família e para a imagem da monarquia inglesa.
No mínimo, dir-se-ia que o príncipe tinha a obrigação de preservar as aparências e nunca se colocar em situações que manchassem a sua reputação ou dessem a Kate o menor motivo para perder a confiança nele. Pelo contrário, não só parece não ter aprendido qualquer lição com o seu passado familiar, como aparenta um considerável desdém pela instituição que Isabel II tanto se tem esforçado por manter acima de críticas (esforços que os seus filhos e netos tanto têm boicotado ao longo dos anos...). Pelo menos, foi isso o que sobressaiu do desastrado fim de semana na estância de esqui suíça de Verbier. Agora, a frieza castigadora de Kate e o puxão de orelhas que a avó inevitavelmente lhe terá dado deverão ajudá-lo a ter mais cuidado para a próxima. E a lembrar-se que “à mulher de César não basta ser honesta...”

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