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Recorde algumas imagens do casamento de William e Kate

Os duques de Cambridge casaram-se a 29 de abril de 2011

Redação CARAS
23 de julho de 2013, 12:57

A 29 de abril de 2011, a imponente e histórica Abadia de Westminster foi cenário de uma união que certamente também ficará nos livros: a de Catherine Elizabeth Middleton, oriunda da classe média trabalhadora, com William Arthur Philip Louis Mountbatten, que um dia se sentará no trono. Ao escolher a sua antiga colega de residência universitária para companheira de vida e futura mãe dos seus filhos – o mais velho dos quais deverá ser rei ou rainha de Inglaterra –, o neto de Isabel II iniciou, de facto, um novo capítulo, escrito em estilo inegavelmente revolucionário, na história dos amores da família real britânica. Tudo porque, após séculos de casamentos reais celebrados por interesse e de clandestinos amores extraconjugais vividos na intimidade das alcovas palacianas, ousou pôr os sentimentos à frente do dever e misturar-se com sangue plebeu. Sentimentos que assumiu com formalidade, mas com evidente satisfação, perante mais de dois mil milhões de pessoas: as quase duas mil que assistiram, in loco, ao serviço religioso, e todas as que, um pouco por todo o mundo, viram a transmissão em direto pela televisão.
A escolha do templo românico para esta celebração contribuiu para enfatizar ainda mais o espírito que presidiu a esta união: tradição e modernidade. Porque sem renegar o seu passado familiar, desde sempre ligado a Westminster, que acolheu os casamentos, coroações e enterros da maioria dos seus antepassados, William demonstrou um total desprendimento dos velhos pergaminhos que impediam as monarquias de se relacionar com as classes 'inferiores'.
Se em termos de pompa, circunstância e protocolo o príncipe não defraudou as expectativas dos Windsor, nomeadamente da avó, e dos súbditos mais arreigados a grandes cerimoniais, na postura soube associar perfeitamente solenidade e descontração. Treinado desde cedo para a diplomacia, soube até ajudar a desanuviar o ambiente para a família de Kate, que forçosamente se terá sentido dividida entre o enorme deslumbramento de ver um dos seus elementos aceder ao topo da hierarquia nobiliárquica e o temor de poder não estar à altura das circunstâncias e cometer alguma gaffe irreparável. A frase em tom de brincadeira que dirigiu ao pai da noiva, Michael Middleton, quando este lha entregou no altar, foi uma boa prova disso: "Era suposto ser uma coisa simples e familiar!"
Quanto a Kate, que teve muito tempo para se preparar mentalmente para esta nova etapa da sua vida, não se mostrou nem um pouco amedrontada. Nem com a solenidade do momento nem com o fosso social que a separa do marido. Nascida e criada sem grandes constrangimentos, a jovem Middleton, que compensou as diferenças de berço com a paridade intelectual e a partilha de gostos com William, assumiu até às últimas consequências que não pretende ser uma futura rainha submissa e fez questão de abolir o voto de obediência.
Essa foi, aliás, uma das principais notas de 'irreverência' nesta grandiosa cerimónia religiosa concelebrada por três dos mais importantes ministros da Igreja Anglicana – além do arcebispo de Cantuária, Rowan Williams, que presidiu à consagração do matrimónio, o serviço foi conduzido pelo deão de Westminster e a homilia foi proferida pelo bispo de Londres –, e testemunhada por familiares e amigos dos noivos, representantes de diversas casas reais, inúmeras individualidades nacionais e estrangeiras e cidadãos anónimos.

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