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Harry está demasiado presente no casamento de William e Kate

A imprensa britânica teme que a cumplicidade de Harry com a cunhada seja excessiva e diz que William começa a ter ciúmes. A revista ‘Star’ garante que até já houve uma zanga entre marido e mulher.

Redação CARAS
29 de agosto de 2012, 16:00

“Um é pouco, dois é bom, três é demais”, diz o ditado popular. E dizem alguns ingleses quando veem William e Kate constantemente acompanhados pelo irmão do príncipe, Harry. Uma crónica recente de Rebecca English, especialista em realeza do jornal Daily Mail, refere-se ao filho mais novo de Carlos e Diana como ‘Harry the Goosberry’, rima que traduzida de forma literal significa ‘Harry, o pau de cabeleira’. No seu texto, a senhora English dá mes­mo a entender que muitas vozes no Reino Unido opinam que há demasiadas pessoas no casamento dos duques de Cambridge e defendem que a omnipresença de Harry junto do irmão e da cunhada poderá vir a ter consequências nefastas.
Rebecca English não vai ao ponto de al­vitrar que haja de facto um ménage à trois. Ou seja, que Harry e Kate traiam (ou desejem trair) William. É, isso sim, da opinião que, na falta da sua própria namorada, Harry – muito ligado ao irmão devido aos momentos de dor que enfrentaram ainda muito jovens, por ocasião da morte da mãe – se terá tornado demasiado dependente daquele e, por osmose, estendeu essa dependência à cunhada. Não se apercebendo de que às vezes estará a invadir excessivamente a privacidade dos ainda recém-casados.
Quanto a Kate, encantada com as demonstrações de carinho que o irmão do marido lhe dá e divertida com o feitio sempre brincalhão dele, incentivará essa proximidade. Compreensivelmente, pois ainda está a adaptar-se à família real, e ter alguém, além de William, que lhe demonstra de forma tão aberta uma aceitação incondicional – Harry já se referiu várias vezes a ela como “a irmã que não tive” – só pode fazê-la sentir-se bem.
‘Escaldados’ com o dramático triângulo amoroso formado por Carlos, Diana e Ca­milla, os britânicos têm tanto medo de ver a história repetir-se que agora entram em pânico só de verem Kate e Harry trocar cons­tantes olhares cúmplices, sorrisos calorosos e muitas gargalhadas nas suas aparições públicas conjuntas. Um desconforto que se agrava cada vez que William não se ri em simultâneo com os dois: só pode ser por ciúmes, garantem logo as más-línguas. Já agora, por falar em ciúmes, adiante-se que quem também parece estar a lidar mal com tudo isto é Pippa Middleton, que diz que a irmã tem vindo a distanciar-se dela desde que entrou para a família real.
A ideia de que haverá excesso de convivência entre o casal e Harry agudizou-se nas últimas semanas, pois, na condição de embaixadores dos Jogos Olímpicos, os três estiveram juntos em diversas iniciativas relacionadas com o evento e assistiram lado a lado a grande parte das provas desportivas. E, como é natural, festejaram em uníssono momentos como o da vitória da equipa de ciclismo inglesa. Depois, para piorar ainda mais as coisas, Kate e Harry estiveram os dois, felizes e contentes, na cerimónia de encerramento dos jogos, enquanto William era obrigado a regressar ao seu posto na base aérea de Anglesey.
O inseparável trio formado por Harry, Kate e William foi também assunto na revista Star, que publicou um artigo intitulado “A realeza adora triângulos”, numa alusão explícita ao caso Diana/Carlos/Camilla e implícita a outros exemplos de que a História é pródiga. Tantos que seria fastidioso enumerá-los. Nesse artigo é até referido que a forma imprópria como Harry e Kate ‘flirtam’ já terá provocado uma zanga entre marido e mulher.
E até o circunspecto The Times comparou Harry à personagem do ator Owen Wilson no filme Eu, Tu e o Emplastro, no qual Owen é um padrinho de casamento que se ‘pendura’ inoportunamente em casa dos seus afilhados, papéis a cargo de Matt Dillon e Kate Hudson. Uma comparação suscitada pelo facto de o jovem príncipe ter trocado o reduzido apartamento de cobertura que em tempos partilhou com o irmão em Clarence House (a residência oficial do príncipe Carlos) por um loft pouco maior no Palácio de Kensington. O mesmo que Kate e William escolheram para morar em Londres. Recorde-se que Kensington, que abriga vários membros da família real, nomeadamente alguns primos direitos da rainha, foi onde Diana se instalou com os filhos quando se divorciou de Carlos, pelo que tem para os dois irmãos um significado especial.
Apesar de até compreenderem as razões emocionais que estão por detrás de tanta proximidade, os ingleses não parecem dispostos a ver repetir-se a história trágica de Diana e querem evitar a todo o custo que Harry se torne uma espécie de Camilla para este casamento. Mas com isto poderão estar a destruir a espontaneidade de uma relação que é, sem dúvida, puramente fraterna. Porque a partir do momento em que se tornou tema de debate de uma forma que a avilta, a convivência de Kate e Harry estará sempre debaixo de escrutínio. E para evitar mais falatório, os dois evitarão todo e qualquer gesto que os possa comprometer.
Naturalmente, tudo isto terá um fim no dia em que Harry, de 27 anos, tiver a sua própria mulher. O que, também segundo algumas publicações inglesas, pode já ter estado mais longe. Porque nos últimos tempos o príncipe foi visto na companhia de Cressida Bonas em algumas saídas noturnas e até num fim de semana em Wiltshire, durante o festival WOMAD – World of Music, Arts and Dance. Numa dessas saídas, depois de assistirem à antestreia do último filme de Batman, Harry e Cressida foram mesmo vistos aos beijos num clube elegante de Mayfair, o Le Salon.
Amiga da princesa Eugenie, prima de Harry, Cressida, de 23 anos, descende das melhores linhagens, mas a sua mãe, a socialite lady Mary-Gaye Curzon, é famosa pela sua irreverência, nomeadamente pelos seus quatro casamentos. O que poderá fazer torcer alguns narizes em Buckingham. Modelo e aspirante a atriz, Cressida tem o mesmo tipo físico da anterior namorada do príncipe, Chelsy Davy, e move-se nos mesmos círculos sociais, pelo que tudo indica que não haverá fumo sem fogo nas notícias publicadas. Um namoro que pode não trazer o equilíbrio perfeito a Harry, mas que porá fim ao ‘diz que disse’ sobre os cunha­dos e fará muita gente suspirar de alívio.

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