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Isabel II no centro de mais uma festa grandiosa

Apesar de algumas vozes criticarem o despesismo de todas as festas ligadas à monarquia, a imagem de Isabel II, que depois do Jubileu festejou o 86.º aniversário, atingiu este ano o seu recorde máximo.

Redação CARAS
30 de junho de 2012, 14:00

Quinze dias depois dasmega-comemorações do seu Jubi­leu de Diamante, Isabel II voltou acelebrar com grande aparato uma data importante: o 86.º aniversário do seunascimento. Um festejo que deveria ter tido lugar a 21 de abril, dia donascimento da rainha, mas que devido à instabilidade climática inglesa é desdehá muito assinalado num sábado de junho.
Este aniversário teve, como sempre, os seus pontos altos na imponente paradamilitar Trooping the Colour, em que a rainha passa em revista regimentos dostrês ramos das forças armadas, e a reunião de toda a família real na varandaprincipal do Palácio de Buckingham.
Imparável, como sempre, dois dias depois a soberana octogená­ria estava comtoda a sua família mais direta em Windsor, para a cerimónia de entrega da Ordemda Jarreteira, a mais antiga ordem de cavalaria britânica, fundada em 1348 por EduardoIII. Um momento visualmente imponente, pois todos os membros da ordemsurgem com longas capas de veludo azul escuro e chapéus com plumas brancas.
Se é certo que um dos maiores encantos da monarquia inglesa é, precisamente, apompa e circunstância com que assinala os dias especiais, também é verdade queeste pode ser o seu maior defeito. Pelo menos do ponto de vista dosrepublicanos, que não se cansam de frisar que os Windsor são a família realmais cara do mundo, custando aos contribuintes cerca de 250 milhões de eurospor ano. Um valor que inclui gastos com segurança, pessoal doméstico eadministrativo, receções oficiais, viagens, manutenção do patrimónioimobiliário e restauro de móveis e obras de arte, entre muitas outras.
Naturalmente, duas comemorações faustosas com tão pouco tempo de intervalo – etendo em conta que só para a fatura do jubileu (que não inclui a regata, pagacom donativos particulares) os contribuintes tiveram este ano que desembolsar1,2 milhões de euros extra – vieram dar força às vozes preocupadas com tantadespesa num momento em que as finanças inglesas sofrem com a crise que afeta aEuropa. Uma dessas vozes foi, aliás, a do governador do Banco de Inglaterra,que considerou a marcação de mais um feriado, para possibilitar que o jubileudurasse quatro dias, desastrosa para a economia.
A esse coro de descontentes opõem-se todos os que garantem que a monarquia éuma das “marcas” que mais contribui para o Produto Interno Bruto do país – numvalor difícil de calcular, mas que pode ascender aos 54,6 biliões de euros.Estes últimos são, também, os que mais se alegram com o resultado de umasondagem feita pelo Sunday Express, segundo a qual Isabel II atingiueste ano o recorde de popularidade dos seus 60 anos de reinado, com 80 porcento dos inquiridos a considerar bom o contributo da rainha para a imagem deInglaterra.
Recorde-se que a popularidade de Isabel II sofreu um rude golpe em 1992 (queela própria considerou o seu annus horribilis, devido aos divórcios dosseus três filhos mais velhos), e que em 1997 ficou pelas ruas da amargura, na sequênciada morte da princesa Diana. Lentamente, porém, esses tempos foramesquecidos e no ano passado o casamento de William e Katereconciliou completamente os ingleses com a família real. Agora, oreconhecimento da dedicação e dignidade com que a soberana tem cumprido a suatarefa ao longo de 60 anos fez o resto.

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