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Isabel II: Uma criança quase comum

É certo que nasceu em berço de ouro, pois o seu avô paterno era rei de Inglaterra, mas o facto de ser rapariga e filha de um segundo filho mantinha-a, à partida, longe na linha de sucessão ao trono. Por isso, cresceu à margem do aparato palaciano, com conforto, mas sem luxos excessivos.

Redação CARAS
3 de junho de 2012, 10:00

Primogénita do segundo filho dos reis Jorge V e Mary de Inglaterra, o duque Alberto de York (que reinaria como Jorge VI) e da mulher, Mary, a princesa Elizabeth Alexandra Mary nasceu às 2h40 de 21 de abril de 1926, na residência dos pais, no número 17 de Bruton Street, no elegante bairro londrino de Mayfair. Esta casa era elegante e confortável, mas perfeitamente discreta. Tal como seria a do número 145 de Piccadilly para onde a família se mudaria pouco mais tarde, e onde, apesar das rendas, tapetes fofos e brinquedos pouco acessíveis à maioria dos meninos da sua época, a rechonchuda e loiríssima Isabel (em Portugal o seu nome sempre foi traduzido) e a sua irmã mais nova, Margarida, cresceram como crianças quase comuns.
Porque os duques de York, solidários com o seu povo, que ainda não tinha sarado todas as feridas que a Guerra de 14-18 lhe inflingira, se encarregaram, pessoalmente, de não estragar as filhas com mimos e excesso de luxos. Em contrapartida, sempre lhes fizeram saber que eram umas privilegiadas e que isso exigia delas uma responsabilidade acrescida para com os mais carenciados.
Naturalmente, como neta de reis, Lilibeth, como era tratada em família, tinha de receber a mais esmerada das educações. Entregue aos cuidados de Clara Knight, uma nanny pouco adepta de modernices e benignamente ditatorial, que se encarregava de que nada, nunca, falhava nas rotinas da pequena princesa, esta não tinha, por exemplo, ordem para brincar com mais do que um brinquedo de cada vez, de forma a não se tornar indisciplinada e desconcentrada. Além das rigorosas regras de etiqueta que teve de assimilar na perfeição desde muito cedo, Isabel de Windsor aprendeu, por exemplo, a falar um francês corretíssimo.
Em simultâneo, no entanto, desenvolveu toda uma série de interesses estimulados pelos pais – como o hipismo, ainda hoje uma das suas grandes paixões, a jardinagem, a pesca, as caminhadas pelo campo, em suma, a simplicidade da vida ao ar livre e em contacto com a natureza –, e que aos 12 anos a levaram a dizer ao seu instrutor de equitação que um dia, se não tivesse que ser rainha, gostaria de "viver no campo e ter muitos cavalos e cães".

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