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Morte de Diana em filme polémico

Estreia em Cannes a teoria que dá família real como culpada da morte da princesa de Gales em 1997 num acidente de viação, em Paris.

Joana Carreira
22 de maio de 2011, 14:25
Mohamed Al Fayed
nunca escondeu as suas convicções sobre a morte de
Diana
e do filho,
Dodi
, que sofreram um acidente de carro fatal em Paris, a 31 de agosto de 1997: a culpa era, de alguma forma, do príncipe
Filipe
, marido da rainha
Isabel II
, que queria assustar a antiga nora. O objetivo, insiste o milionário Al Fayed, seria forçar a princesa a terminar a relação com o muçulmano e não branco Dodi, supostamente por razões racistas.


Keith Allen e Paul Sparks, realizador e argumentista do filme, em Cannes
Keith Allen e Paul Sparks, realizador e argumentista do filme, em Cannes
Getty Images
É precisamente esta a teoria que serve de fio condutor ao argumento do filme
Unlawful Killing
, do realizador
Keith Allen
, que estreou agora em Cannes e foi financiado... pelo próprio Al Fayed.


Uma foto de Diana com Dodi Fayed
Uma foto de Diana com Dodi Fayed
Reuters
Um dos motivos para poucos considerarem a história defendida credível, até porque se baseia muito mais em suposições e opiniões do que em factos. Pelo caminho, o filme consegue ainda mostrar algumas das fotografias que os
paparazzi
fizeram a Diana logo após o acidente, e que nunca foram publicamente divulgadas em Inglaterra, já que na altura as partes envolvidas concordaram respeitar a memória da princesa.


O filme acusa o príncipe Filipe (na foto com a rainha Isabel II) de ter engendrado a morte de Diana
O filme acusa o príncipe Filipe (na foto com a rainha Isabel II) de ter engendrado a morte de Diana
Reuters
O realizador justifica agora este boicote à moral dizendo que pretendia provar que Diana estava viva e lúcida e não moribunda, pelo que deveria ter sido transportada com mais celeridade para o hospital, quem sabe sobrevivendo ao acidente. E aqui entra novamente em ação a teoria da conspiração que envolve não só o príncipe Filipe como os serviços secretos britânicos e franceses, que teriam impedido uma verdadeira investigação sobre as causas do acidente.

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