Nas Bancas

Príncipe André

Príncipe André

Getty Images

Príncipe André em apuros: Amizade com pedófilo pode tirar-lhe cargo

Na sua condição de embaixador especial para o comércio externo britânico, André acompanhou recentemente a mãe numa visita oficial aos Emirados Árabes Unidos. Um cargo que poderá perder.

Joana Carreira
29 de março de 2011, 17:39

Há muito que Isabel II se resignou a ver os filhos protagonizarem escandalozitos, mas desta vez a coisa pode ter ido longe demais, com a revelação de fotos do príncipe André, de 51 anos, agarrado a uma jovem massagista de 17 anos numa festa organizada em 2001 por um amigo seu, o multimilionário americano Jeffrey Epstein, de 58 anos, recentemente condenado a 18 meses de prisão efetiva por práticas sexuais com raparigas com idades entre os 14 e os 17 anos. Esse mesmo Epstein - que estará ligado a uma rede de pedofilia em que aparecem envolvidos outros nomes famosos, como o do magnata do imobiliário Donald Trump e o do mágico David Copperfield - foi recebido com pompa e circunstância pelo príncipe em dezembro passado, em Sandringham House, residência privada da rainha, aterrando mesmo o seu helicóptero no pátio.

Profundamente incomodada com esta notícia indigesta, no passado dia 9 de março a rainha convocou pública e oficialmente André - segundo consta, o seu filho predileto e aquele a quem sempre perdoou os passos em falso - para uma reunião, com o objetivo de lhe arrancar toda a verdade. Isto porque só sabendo a verdadeira extensão da coisa poderá - ou não - envolver-se na sua defesa.

E o envolvimento de Sua Majestade nesta questão não é movido apenas por interesse maternal. Mesmo que com o necessário aval do Governo, Isabel II indicou André para o cargo de embaixador especial do comércio externo britânico. Um cargo que exige uma postura exemplar e que boa parte da opinião pública inglesa defende agora que lhe deverá ser retirado. Até porque há também muitas dúvidas no ar quanto às ligações do príncipe (que em 2010 recebeu 700 mil euros em despesas de representação) a países liderados por políticos corruptos...

As tropelias de André estão a fazer a rainha enfrentar um terrível dilema entre a razão e o coração. A razão vencerá certamente, pois a soberana pôs sempre o dever à frente de tudo o resto, mas se se provar que André fez mais do que simplesmente assistir às tais festas de Epstein (que, curiosamente, lhe foi apresentado pela sua ex-mulher, a sempre polémica Sarah Ferguson, que já recebeu dinheiro do milionário para pagar dívidas!), isso não implicará apenas o escândalo e a perda do cargo diplomático. Implicará, pelo menos, que a monarca seja a primeira a punir o filho, afastando-o do cargo, mas também da vida pública, e retirando-lhe os privilégios de Alteza Real, que incluem a 'mesada' de 286 mil euros que ela própria lhe dá. Um duro golpe que Isabel II poderá não aguentar, passando a 'batata quente' ao príncipe Carlos. Ou seja, abdicando.

*Este texto foi escrito nos termos do novo acordo ortográfico.

Comentários

ATENÇÃO: ESTE É UM ESPAÇO PÚBLICO E MODERADO. Não forneça os seus dados pessoais (como telefone ou morada) nem utilize linguagem imprópria.

Nas Bancas

Newsletters

Receba grátis no seu email as notícias, as últimas caras!

Caras Nas Redes

Mais na Caras