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As duas caras da rainha Letizia: antes e depois das plásticas

É evidente que a rainha espanhola, de 46 anos, tem vindo a fazer sucessivas intervenções estéticas no rosto.

Ana Oliveira
9 de dezembro de 2018, 10:32

Alvo de escrutínio público desde que foi apresentada como noiva do príncipe herdeiro de Espanha, Felipe, em novembro de 2003, Letizia, hoje rainha de Espanha, tem plena consciência do poder da imagem. E não o descobriu aí: o seu passado de jornalista de televisão era mais do que suficiente para lhe despertar essa preocupação e ensinar que uma figura pública é sempre julgada, pelo menos em parte, pela aparência. Mas a entrada na família real espanhola acentuou-lhe a preocupação e, suspeitamos, o avançar da idade agudizou-a.

Comparar as imagens de Letizia na época do casamento, em 2004, às de 2018 pede um exercício de observação, não para descobrir as diferenças, que são evidentes, mas para encontrar as semelhanças. Porque a rainha, agora com 46 anos, começou por ir fazendo pequenas correções e tratamentos de rejuvenescimento e acabou, diríamos, a exagerar nas intervenções estéticas. A consequência está à vista: exibe um rosto cada vez mais artificial, assunto já amplamente comentado na imprensa espanhola. O jornal El Mundo, por exemplo, pediu ao cirurgião plástico Javier Mato-Ansorena um comentário sobre o assunto e recebeu esta resposta: “Dona Letizia, ou melhor, o médico que a trata, abusa dos tratamentos. Sempre disse que é uma mulher muito bonita e elegante, não precisa de se transformar numa Barbie. Creio que está a ser mal aconselhada. É a rainha de Espanha e, acima de tudo, deve ser natural e um exemplo para todos. Tem uma enorme responsabilidade.”

Claro que Letizia não está sozinha no desejo de contrariar a passagem dos anos, pois a democratização dos tratamentos estéticos, disponíveis para um crescente número de pessoas e já não só para ricos e famosos, vai gerando maior aceitação pública e, de certa forma, exponencia a sensação de necessidade. Mas, por enquanto, não retirou impacto ao confronto com as “novas caras” das figuras públicas, e a curiosidade com que são observadas permite identificar boa parte das intervenções a que se sujeitam, como é o caso de Letizia: em agosto de 2008 fez uma septorrinoplastia, que lhe deu um nariz mais fino e bem desenhado, algo que a Casa Real não só assumiu como explicou ter por objetivo resolver problemas respiratórios. Em contrapartida, não foi justificada a razão por que fez, na mesma ocasião, uma correção do queixo, que o deixou menos saliente.
Mais recentemente, a rainha aumentou as maçãs do rosto e os lábios, provavelmente com injeções de botox, mantendo os tratamentos de rejuvenescimento, que passam, ao que se sabe, por injeções de ácido hialurónico e peelings. Daí que ocasionalmente surja com o rosto inchado e sem expressão, pois a toxina botulínica imobiliza alguns músculos faciais, de forma a prevenir o aparecimento de rugas, pelo que retira a expressão natural, sobretudo quando a pessoa sorri.

Se o rosto tem recebido intervenções recorrentes e marcantes, no caso da silhueta a manutenção parece ser a palavra de ordem. Com exceção de aparentes implantes mamários, a boa forma da rainha, que sempre foi magra, embora agora mais do que quando chegou à família real, mesmo tendo sido mãe duas vezes, será resultado de uma absoluta disciplina no que toca à alimentação e à prática regular e intensiva de exercício físico. Sabe-se ainda que segue uma dieta antienvelhecimento e anti-inflamatória que trava a oxidação celular, melhora a aparência da pele e potencia a energia (quinoa, kéfir e farinha de espelta serão algumas das inovações que introduziu na cozinha do palácio).
Numa altura em que a sua magreza começou a parecer excessiva, levantando a suspeita de um distúrbio alimentar, a Zarzuela revelou mesmo alguns dos hábitos alimentares de Letizia: o pequeno-almoço seria composto por uma omeleta de três ovos, frutos vermelhos e chá sem cafeína, preferia o peixe fresco à carne e sempre que podia ia ela própria ao mercado escolher produtos frescos de agricultura biológica.

Um reflexo do perfeccionismo da rainha é a forma exemplar como procura cumprir todas as obrigações profissionais (não há uma intervenção pública que deixe dúvidas sobre o estudo aprofundado do dossiê em causa nem uma aparição oficial que não pareça bem ensaiada e preparada), mas que acaba por ser uma faca de dois gumes no que toca à sua aparência. A busca incessante pela perfeição mostra hoje um rosto que não acusa a idade, é verdade, mas ao qual parece faltar naturalidade e expressividade. E toda esta preocupação com a imagem passa igualmente pelo guarda-roupa, sempre escolhido a dedo.

Além disso, Letizia dificilmente se deixa apanhar em falso. Mas se lhe foi perdoada a ingenuidade com que interrompeu Felipe no dia em que anunciaram à imprensa o noivado, mostrando que ainda não dominava o protocolo que a partir daí haveria de cumprir à risca, mais complicado foi apagar a má impressão que deixou na última missa de Páscoa, quando tentou impedir a filha mais velha de ser fotografada com a avó, a rainha Sofía. Um raro momento em que perdeu o controlo e que lhe custou caro em termos de opinião pública. Danos que tem vindo a tentar controlar, surgindo afável e sorridente com a sogra em público. Consciente de que nem sempre consegue evitar deslizes de comportamento, pelo menos na aparência física está decidida a manter-se irrepreensível, mesmo que algo plastificada.

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