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Letizia recusa-se a viajar com o marido para a Arábia Saudita

Imprensa espanhola analisa os motivos da rainha.

CARAS
12 de janeiro de 2017, 11:28

O príncipe Felipe VI será recebido na Arábia Saudita este fim de semana, por Salman bin Abdulaziz Al Saud, Guardião das Sagradas Mesquitas do Islão. Esta visita já foi adiada duas vezes – uma devido à morte do príncipe Turki bin Abdulaziz Al Saud, irmão do rei Salman, e outra devido à situação de bloqueio político em Espanha – e agora o rei espanhol viajará sozinho, uma vez que a sua mulher, Letizia, alegadamente se recusou a acompanhá-lo. Uma decisão que pode ser justificada pelas suas convicções, de acordo com o jornal El Español: “Letizia nunca visitaria um país que proíbe as mulheres de conduzir, em que as mulheres casadas não podem viajar sozinhas e têm de ser acompanhadas por alguém da família do marido; um país onde 150 pessoas foram executadas nos últimos anos, por decapitação na sua maioria, por se oporem aos governantes; um país que subsidia milhares de mesquitas em todo o mundo; um país onde as mulheres divorciadas não podem entrar em locais públicos por serem consideradas adúlteras”.
Contudo, a Casa Real defende que não houve qualquer recusa por parte da soberana, uma vez que “nunca esteve contemplado que viajasse com o rei”. “Esse problema nunca se colocou. A rainha sabe a relação que o seu marido e o seu sogro [Juan Carlos] mantêm com a Arábia Saudita e nunca levantou problemas. Em junho de 2007, a sua primeira aparição pública após o nascimento da infanta Sofía foi justamente um almoço oferecido em honra do falecido rei Abdalá bin Abdelaziz e um ano depois voltou a estar na sua presença num jantar de gala no Palácio Real”, esclareceu o Palácio da Zarzuela ao jornal InfoLibre.
Certo é que assim Letizia poderá evitar situações desagradáveis como a que viveu a princesa Mary da Dinamarca quando visitou o país com o marido, o príncipe Frederico, em março do ano passado. Embora tenha mantido uma postura muito discreta para evitar as críticas, mas ainda assim foi alvo de atitudes reprováveis. Durante um almoço que o rei Salman bin Abdulaziz Al Saud ofereceu, por exemplo, a princesa de origem australiana foi cumprimentada apenas por três homens, tendo os restantes recusado apertar-lhe a mão. Uma situação que se repetiu em vários compromissos da viagem.
A visita decorre entre 14 e 16 de janeiro.

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