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Infanta Cristina: “Confio no meu marido e na sua inocência”

Iñaki Urdangarín é acusado de fraude fiscal e desvio de fundos públicos.

CARAS
4 de março de 2016, 10:48

A infanta Cristina de Espanha tornou-se esta quinta-feira, 3 de março, no primeiro membro da família real espanhola a depor em tribunal, no âmbito do Caso Nóos, em que o marido, Iñaki Urdangarín, é acusado de fraude fiscal e desvio de dinheiros públicos e ela de cumplicidade. A filha dos reis Juan Carlos e Sofía de Espanha desvinculou-se da gestão diária da empresa Aizoon, que dividia com o marido desde 2003, e que alegadamente serviu para desviar 923 mil euros de contratos públicos do Instituto Nóos e para uma orquestrar uma fuga fiscal de 337 mil euros em 2007 e 2008. “Não tinha poderes na Aizoon (…) Nunca dei instruções a ninguém na empresa”, afirmou a infanta, que só respondeu às perguntas do seu advogado, ressalvando: “Confio plenamente no meu marido e estou convencida de que está inocente. Confio nele e nas pessoas com quem trabalhou”.
A Aizoon operava na área da consultoria e compra e venda de imóveis, mas alegadamente servia também para cobrir outros gastos pessoais do casal - como um safari em África, com os quatro filhos, Juan, Pablo, Miguel e Irene, garrafas de vinho e um curso de coaching para a irmã do rei de Espanha – apresentados como se fossem despesas da empresa. “O cartão de crédito [da Aizoon] tinha o meu marido; ofereceram-lho e ele aceitou; não me recordo de ter feito qualquer pagamento com esse cartão, não tinha o PIN”, explicou a infanta Cristina, esclarecendo que em 2003 aceitou 50% das ações da empresa por confiar no marido, mas que nunca tomou decisões. “O meu marido e eu não falávamos dessas coisas, nunca comentámos as despesas e lucros da Aizoon”, adiantou, referindo ainda que nunca os empregados da sua casa foram pagos através da empresa como a acusação disse em tribunal.
A filha dos reis Juan Carlos e Sofía de Espanha - que incorre numa pena que pode ir até aos oito anos de prisão - não terá de voltar a tribunal até à leitura da sentença, prevista para o mês de junho.

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