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Infanta Cristina e Iñaki Urdangarín começam a ser julgados

Pela primeira vez, um membro da família real espanhola enfrenta a justiça. A irmã do rei de Espanha arrisca uma pena que pode ir até aos oito anos de prisão.

CARAS
11 de janeiro de 2016, 01:24

Às 9h15 de hoje, dia 11 de janeiro de 2016, em Palma de Maiorca, começa oficialmente o julgamento do caso Nóos, no qual estão acusados a infanta Cristina e o seu marido, Iñaki Urdangarín. Será um processo demorado, com um total de 18 arguidos, e a primeira vez que um membro da casa real espanhola enfrenta a justiça, arriscando uma pena que pode ir até aos oito anos de prisão.
A irmã do rei Felipe de Espanha está acusada de dois crimes fiscais como suposta cooperante necessária. O juiz José Castro, responsável pelo processo, considerou que o papel de Cristina foi imprescindível para a fraude de cerca de 337 mil euros às Finanças, levada a cabo pela Aizoon, empresa que tinha como sócios os ex-duques de Palma. A infanta Cristina está acusada pela União Popular Mãos Limpas, que pede uma pena de oito anos de prisão. Já o Ministério Público não acusa Cristina de qualquer delito, apesar de admitir que se terá aproveitado dos fundos supostamente desviados pelo marido. Quanto a Iñaki, enfrenta as acusações de fraude fiscal, tráfico de influências, branqueamento de capitais, prevaricação e falsificação de documentos. O Ministério Público pede uma pena de 19 anos de prisão, enquanto a União Popular Mãos Limpas pede uma pena de 26 anos de prisão.

Juntamente com a infanta Cristina e Iñaki Urdangarín sentam-se no banco dos réus mais 16 pessoas, entre elas Diego Torres, ex-sócio de Iñaki.
Nesta primeira sessão do julgamento está previsto que as partes apresentem as questões prévias e estarão presentes todos os acusados, incluindo Cristina. Nos dias seguintes, o tribunal decidirá se a irmã do rei continua ou não a ser julgada, já que poderá ser aplicada a doutrina Botín, que limita a ação das acusações populares.
Este é, sem dúvida, um dos mais mediáticos julgamentos de Espanha. O Supremo Tribunal de Justiça das Baleares acreditou 590 jornalistas, fotógrafos, operadores de câmara e técnicos de 84 meios de comunicação social. Na sala de audiência há 15 lugares para jornalistas e 36 lugares para o público geral.

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