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Letizia, uma rainha moderna que sabe impor o seu estilo

Com meio ano de reinado, a popularidade da espanhola sobe em flecha.

CARAS
19 de janeiro de 2015, 10:30

Letizia é uma rainha diferente das outras. Desde que Felipe VI foi proclamado rei de Espanha, a 19 de junho, a popularidade da ex-jornalista subiu em flecha. Tudo devido ao seu comportamento e estilo, que muitos especialistas em questões reais consideram “desempoeirado”. Em apenas seis meses de reinado, Letizia construiu uma nova maneira de ser rainha, mais próxima das pessoas, espon­tânea e acessível. Sempre nos lugares cimeiros das sondagens de popularidade ao longo dos últimos meses, Letizia tem sabido fazer esquecer as polémicas que envolvem alguns membros da família real.
Na Zarzuela, nada é como dantes. A nova rainha não exige que os visitantes lhe façam a protocolar reverência e prefere até ser tratada por “Senhora” em vez de “Majestade”. Uma proximidade que se estende aos seus colaboradores, na companhia de quem gosta de correr pelos jardins de palácio sempre que a agenda o permite, ou mesmo ir tomar um copo aos bares das redondezas. E até à cantina da Zarzuela Letizia levou alterações: agora o menu é mais dietético, maioritariamente confecionado com produtos biológicos e integralmente de origem espanhola.
Perfeccionista, Letizia continua a estudar exaustivamente os dossiers – tanto os do seu gabinete como os do marido – e reivindicou para si uma agenda mais interventiva, mostrando claramente que não se limitará a ser uma rainha consorte. Letizia está em todas as frentes e não pára. No último mês viajou até à Áustria, Portugal, Luxemburgo, Bélgica e Itália. Viagens que permitiram ver uma rainha muito à vontade no seu papel.
Em novembro, Letizia completou em Roma o seu terceiro compromisso oficial a solo. Depois da visita oficial dos reis de Espanha a Itália, deixou o marido partir e ficou mais um dia em Roma para participar na X Conferência Internacional sobre a Nutrição patrocinada pelas Nações Unidas. A intervenção de Letizia – que desde sempre manifestou grande preocupação pelos temas relacionados com a alimentação – foi muito aplaudida e os críticos consideraram o seu inglês perfeito. Recorde-se que Letizia já antes tinha demonstrado a sua capacidade de improvisar na língua de Shakespeare com um sotaque muito aplaudido pelos espanhóis, que durante anos temeram ter uma rainha que não soubesse expressar-se noutras línguas. No final do verão, durante uma gala que comemorava o 150.º aniversário da Cruz Vermelha, Letizia foi identificada no discurso do representante da Cruz Vermelha filipina como “Felicity”. Divertida, a rainha, antes de começar o seu discurso, perante centenas de importantes personalidades, dirigiu-se ao representante filipino e disse: “You can call me Happiness, I think it’s a nice name. Yes! Queen Happiness. It sounds great! Thank you” [Pode chamar-me Felicidade, acho que é um nome bonito. Sim. Rai­nha Felicidade. Soa-me bem. Obrigada.] E parece mesmo que Letizia está empenhada em ser reconhecida como uma rainha que encarna a felicidade.
Ainda recentemente, quando os reis de Espanha iniciavam uma visita oficial ao Luxemburgo, Letizia foi surpreendida assim que saiu do carro pela filha de um empregado dos grão-duques, que se dirigiu a ela com um ramo de flores. Letizia parou, pegou nas flores, conversou com a criança e acariciou-lhe o rosto. A multidão que a esperava rejubilou com a atitude da rainha e muitos registaram o momento com as câmaras dos seus telemóveis. Uma situação impensável para a Letizia princesa, que quase sempre se mostrou fria e distante, muito mais interessada nos atos protocolares do que nas pessoas que se juntavam para vê-la. Mas nesta ocasião Letizia não teve qualquer problema em fazer esperar o grão-duque para dar um pouco de atenção à criança. É assim a nova Letizia, mudou de atitude e nota-se que está mais feliz, mais natural na sua pele. Os que estão mais próximos dela – e sobretudo os que a conhecem desde que se tornou princesa das Astúrias – não têm dúvidas em afirmar que Letizia sempre quis ser rainha. É nesse papel, que desempenha muito segundo os seus critérios, que se sente melhor.
Letizia impôs-se pela eficiência com que desempenha o seu papel e à sua competência renderam-se outras cabeças coroadas do mun­do. Desde que se tornou rainha, já se encontrou com Lalla Salma de Marrocos, Máxima da Holanda e Mathilde da Bélgica, e com todas elas mostrou grande cumplicidade. Letizia parece ter finalmente encontrado o seu lugar entre a realeza.
Uma sondagem publicada no final de 2014 pelo jornal El País revela que a nova rainha é do agrado de 62% dos espanhóis. Este resultado mostra que as delicadas questões judiciais que envolvem a infanta Cristina e o marido, Iñaki Urdangarín, a descida de popularidade de Juan Carlos no fim do seu reinado e as reivindicações independentistas da Catalunha não fizeram propriamente grande mossa no casal reinante: mais cúmplices do que nunca, Letizia e Felipe ganharam a estima dos espanhóis.

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