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A jornalista Letizia Ortiz Rocasolano vai finalmente ser rainha de Espanha

Após dez anos a viver “à sombra” dos reis, Felipe e Letizia vão agora ter um papel protagonista na História de Espanha.

Redação CARAS
17 de junho de 2014, 10:40

Dez anos depois de ter saído pelo braço de Felipe da Ca­tedral de Almodena transformada em princesa das Astúrias – o título reservado aos herdeiros do trono de Espanha – Letizia prepara-se para se sentar ao lado dele metamorfoseada em rainha. Porque, tal como referiu o primeiro-ministro espanhol, Mariano Rajoy, ao anunciar, na manhã do passado dia 2, que o rei Juan Carlos acabara de abdicar, dentro de “um prazo muito breve” deverá ser aprovada a lei orgânica que permitirá que Felipe, de 46 anos, seja proclamado rei.
Cinderela de carne e osso, a antiga jornalista da TVE Letizia Ortiz Rocasolano, de 41, está certamente muito mais preparada para as mudanças que se avizinham do que estava para a revolução que aconteceu na sua vida quando se apaixonou pelo único filho varão dos reis de Espanha. Estes dez anos em que em ela e o marido viveram “à sombra” dos reis Juan Carlos e Sofía possibilitaram-lhe todas as adaptações necessárias a um mundo em tudo diferente daquele em que cresceu: diferente na forma de estar, ser e ter.
O processo que lhe permitiu largar a pele de mulher plebeia, trabalhadora, financeiramente independente, senhora do seu nariz e opinativa e vestir a pele de uma princesa exemplar não foi fácil. Porque Letizia é perfeccionista ao extremo, exigindo a si própria uma apresentação irrepreensível que a levou à beira (ou mesmo ao centro) da anorexia nervosa e a sujeitar-se a várias passagens pela mesa de operações para corrigir “defeitos” estéticos que só a ela pareciam incomodar.
Menos visível a olho nu, porém, foi a mudança de comportamentos que lhe foi exigida. Passar a fazer parte de uma família real que deve orientar a sua conduta por regras protocolares com séculos de existência exigiu-lhe conter-se na demonstração das emoções e na liberdade de dizer aquilo que pensa e sente.
Nestes anos como candidata a rainha, uma das maiores dificuldades que a princesa das Astúrias terá enfrentado foi mesmo o controlo da sua natureza espontânea, forçar-se a aparentar aquilo que na verdade não era. Mas a pior das provas foi fazer-se aceitar pela família do marido. Ou melhor, pelo sogro e pelas cunhadas. Acima de tudo por Cristina, que nem em público se esforçava por esconder que não tolerava Letizia. Porque o rei, entre as muitas crises que envolveram a família, percebeu que a nora, dedicada ao marido, às filhas e às causas públicas, era quem mais pontos somava em termos de imagem. E acabou por se render a dar-lhe o lugar de rainha.

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