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Com rendimento anual de 102 mil euros, Letizia não terá que apertar o cinto

Em 2013, a princesa gastou 35 mil euros em roupa para atos públicos, em 2014 terá mais de 53 mil para despesas de representação.

Redação CARAS
16 de março de 2014, 12:00

Cintos não devem faltar no closet de Letizia, e, para descanso da princesa, a recente decisão do sogro de fixar os seus rendimentos para 2014 não a obrigará a usá-los nos furos mais apertados. Sentindo-se pressionado pela opinião pública, que há já algum tempo queria saber com precisão quanto lhe custa manter a instituição monárquica, o rei Juan Carlos acaba de estipular salários para a rainha Sofía e para a princesa Letizia, que até agora recebiam apenas uma verba para gastos de representação, atribuída pelo soberano. A rainha ficará com 45 por cento do valor auferido pelo marido, ou seja, 131.739 euros, e a princesa herdeira com 35 por cento dessa mesma verba (em 2014, Juan Carlos receberá 292.752 euros brutos e o príncipe Felipe 146.376, os mesmos valores que em 2013, pois os seus rendimentos estão congelados). Em abono da verdade, esta alteração pouco mudará na vida de Sofía e de Letizia, pois os valores que receberão serão bastante próximos daqueles que recebiam até agora, mas, como justificou o Palácio da Zarzuela, assim “é mais transparente, mais justo e mais profissional”.
Na mesma ocasião, soube-se ainda que o erário público dará mensalmente à infanta Elena 2083 euros (25 mil euros anuais) e que, tal como já aconteceu em 2013, não pagará nada à infanta Cristina, que há mais de dois anos não cumpre agenda oficial.
Mês após mês, a mulher do príncipe Felipe verá entrar na sua conta bancária 4098 euros de ordenado e 4440 para fazer face a despesas de representação. Anualmente, isto corresponde a 49.182 em salários e 53.282 para despesas de representação. Um total de 102.464 euros anuais, menos de metade do que receberia se ainda trabalhasse como pivot de telejornais na TVE. De acordo com Juan Ignacio Ocaña, que foi diretor de Informação da televisão estatal na altura em que a princesa lá trabalhou, caso tivesse continuado a exercer as suas funções Letizia ganharia atualmente cerca de 250 mil euros/ano.
Convém, ainda assim, referir que os salários da família real são livres de uma série de despesas: as viagens são asseguradas pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros, a segurança está a cargo do Ministério do Interior, os veículos são da responsabilidade do Ministério das Finanças e a manutenção dos seus palácios é feita a expensas do Património Nacional. Os 8538 euros que Letizia receberá por mês como pagamento pelo seu trabalho como princesa – um trabalho de representação que implica, por exemplo, assistir a inúmeros atos oficias, presidir a inaugurações, assistir a conferências, visitar instituições solidárias ou representar Espanha no estrangeiro – serão, sobretudo, para fazer face a despesas com a imagem. Ou seja, não se pense que fica pior do que estaria com o seu ordenado de jornalista, com o qual teria que assegurar a renda da casa, as contas da água, da luz e do gás, as compras de supermercado, a gasolina e muitos outros encargos que todos os cidadãos comuns enfrentam no seu dia-a-dia.
Apesar de torcerem o nariz quando lhes são apresentadas as despesas que fazem com a monarquia, a verdade é que os espanhóis esperam ver as mulheres da família real sempre impecáveis. Por isso, a roupa significa uma das maiores parcelas dos gastos de Letizia. Mas a princesa até tem revelado bastante bom senso, repetindo várias peças do seu guarda-roupa e reciclando muitas outras. E tendo em conta que se estima que em 2013 tenha gasto cerca de 35 mil euros nas toilettes que estreou nos atos que constaram da sua agenda oficial, este ano não devemos esperar vê-la menos bem vestida.
No ano passado, os meses em que Letizia gastou mais dinheiro em roupa foram abril e outubro. Abril porque foi o mês da coroação de Guilherme e Máxima da Holanda, que lhe exigiu a compra de dois vestidos de noite que somaram os 4 mil euros. Assinados pelo seu estilista de eleição, o espanhol Felipe Varela (que no total do ano cobrou 15 mil euros pelos vários trabalhos que fez para a princesa), estes dois vestidos e os sapatos e acessórios que usou com eles levaram os seus gastos em abril a atingir os 6020 euros.
Esse pico só foi suplantado em outubro, em que se registaram 11.370 euros de gastos, dos quais 1500 foram para pagar o vestido de renda cor de vinho, também de Felipe Varela, que usou no Dia da Hispanidade, sendo o resto quase em exclusivo para adquirir as várias toilettes que estreou naquele que é o ponto alto da sua agenda anual: a entrega dos Prémios Príncipes das Astúrias, em Oviedo. Só para a cerimónia de entrega dos prémios propriamente dita gastou seis mil euros, divididos entre o vestido em tule verde bordado a pedras e contas de metal, igualmente do seu criador de eleição, mala da mesma cor, sapatos, e uns brincos Bvlgari que custaram 4400 euros (e foram o seu maior investimento do ano no que diz respeito a joias).
Além da roupa ‘de trabalho’, a princesa também compra vestuário mais informal para as diversas situações da sua vida privada, em que tanto pode optar por peças baratas de cadeias de pronto-a-vestir como a Zara e a Mango como é capaz de gastar 230 euros numa camisa Hugo Boss ou 520 euros numas sandálias Miu Miu. E como é quase viciada em tratamentos estéticos, o seu vencimento tem ainda que ser gerido a contar com eles.
Comparados com os rendimentos de outros elementos da realeza europeia, os dos Borbón nem sequer estão muito inflacionados. Na Dinamarca, a princesa Mary, mulher do príncipe herdeiro, recebe por mês 20.833 euros, enquanto o seu sogro, o príncipe consorte Henrique, vê entrar na sua conta 83.752. Os herdeiros do trono norueguês, Haakon e Mette-Marit, têm 81.397 euros para gastar todos os meses e o príncipe Felipe de Edimburgo, marido de Isabel II de Inglaterra, ganha, aos 92 anos, 35.174 euros. Comparativamente, Máxima da Holanda, que em abril passou a ser rainha, poderá queixar-se de ganhar pouco: 27.250 euros. Mas então que dizer de Sílvia da Suécia, casada com o rei Carlos Gustavo há quase 40 anos, que ‘só’ aufere 28.666 euros!

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