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Infanta Cristina de Espanha

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Cristina de Espanha: Advogado garante que a infanta colaborará com a justiça

A filha do rei Juan Carlos vai ser ouvida este sábado, dia 8, em Palma de Maiorca, no âmbito do caso Nóos.

Redação CARAS
7 de fevereiro de 2014, 18:12

Indiciada por fraudefiscal e branqueamento de capitais no processo Nóos, no qual o marido, Iñaki Urdangarín, é acusado de prevaricação,fraude, desvio de dinheiros públicos, desfalque, falsificação de documentos efraude fiscal, Cristina de Espanha seráouvida amanhã, 8 de fevereiro, no tribunal nº 3 de Palma de Maiorca.
A filha dos reis Juan Carlos e Sofía poderia apresentado um recursopara não depor em tribunal, mas optou por falar, tornando-se assim no primeiromembro da família real espanhola a enfrentar a justiça. O seu advogado, Miguel Roca Junyent, garante queCristina quer colaborar com a justiça “paraesclarecer tudo o que houver para esclarecer”. O representante legal da infantadisse ainda que esta enfrenta com “muitatranquilidade”o facto de ser interrogada pelo juiz instrutor do processo, José Castro, e que no final da sessãoos advogados de defesa falarão com a imprensa para dar pormenores.
Recorde-se que a infanta já tinha sido constituída arguida uma primeira vez, emabril do ano passado, mas não chegou a ser ouvida, pois o procurador PedroHorrach, do departamento Anticorrupção das Baleares, interpôs recurso,alegando que o juiz Castro tinha baseado a sua investigação em “simpleselucubrações, rumorologia e pura ficção”.
Considerando, porém, que continuava a haver zonas de sombra, nomeadamente nagestão da empresa Aizoon, da qual os duques de Palma são proprietários empartes iguais, a comarca de Palma de Maiorca ordenou a Castro que prosseguissea sua investigação. E este dedicou os nove meses seguintes a passar a pentefino as contas de Cristina entre 2002 e 2012. Reviu todas as suas faturas,propriedades e declarações de impostos, encontrando, por exemplo, debitados àAizoon um jantar de sushi no valor de 1412,40 euros e bilhetesde avião para o Brasil no valor de 15210,82 euros. Num auto com 227 páginas(consultáveis na Internet), o juiz defende que a sociedade que Cristinacodirigia com o marido teria servido de fachada, permitindo que o casalcometesse delitos fiscais e realizasse despesas privadas através da empresa,pelo que considerou haver “indícios suficientes” parainterrogar a filha do rei.

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