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Letizia faz 40 anos: Retrato íntimo da princesa das Astúrias

A princesa nasceu no dia 15 de Setembro de 1972, em Oviedo, Espanha.

Ana Oliveira
15 de setembro de 2012, 11:00

Perfeccionista, impulsiva, voluntariosa, mandona, mas também inteligente, trabalhadora, dinâmica e com grande capacidade de iniciativa. Este é o retrato da princesa das Astúrias aos 40 anos (completa-os dia 15), casada há oito com o príncipe Felipe, herdeiro do trono espanhol, e mãe de duas filhas, Leonor, de seis anos, e Sofía, de cinco. Escusado será acrescentar que é também bonita, elegante e a figura mais mediática da família real espanhola neste momento: nenhum outro membro faz tantas capas de revista (que em média vendem mais 25% sempre que a escolhem como tema central) ou recebe tanta atenção dos meios de comunicação internacionais. Mas Letizia não gosta (ou assim o diz a quem a rodeia) do tipo de atenção que recebe: enérgica e apostada em desempenhar o seu papel da forma mais profissional que lhe é possível, a antiga jornalista afirma-se cansada de ver o seu guarda-roupa, os seus sapatos, o seu penteado ou as intervenções estéticas que faz merecerem mais atenção do que o trabalho que cumpre enquanto representante da monarquia espanhola. Só que esse é um preço inevitável na era da cultura das celebridades, quando uma princesa “é glamour em estado puro”, como sublinha o jornalista hispano-britânico Tom Burns Maranón.
As correções físicas que fez (ao nariz, ao queixo), os variados tratamentos à pele, assim como a preocupação em manter um estilo de vida saudável, mostram, porém, que está longe de lhe ser indiferente o efeito que causa a sua imagem. Mas considera que esse é apenas um ponto de partida para o seu trabalho, assumindo que estar sempre bem deveria evitar que as atenções se prendessem nesse ponto e passassem a deter-se sobre o que faz e diz. E para que se tenha uma ideia, não é tão pouco quanto isso: ao longo do ano de 2011, por exemplo, realizou 120 atos oficiais, que incluíram 32 viagens ao estrangeiro, e proferiu 58 discursos.
Diz Letizia – a acreditarmos no (pouco) que reproduzem os amigos – que as outras princesas são “decorativas” e que ela é a “trabalhadora” (parece que se refere a Kate Middleton como “a princesa dos sorrisos”). E o esforço que tem feito para passar essa imagem não foi em vão: uma sondagem publicada há dias pelo jornal El Mundo mostra que 53,3% dos espanhóis consideram que a princesa cumpriu as expectativas, contra 13,4% que se sentem defraudados (os restantes 33,3% dizem-se indecisos ou desinteressados), e 55,4% acham que o seu trabalho enquanto princesa melhorou ao longo destes anos, ao contrário de apenas 14,7%. Outro dado relevante desta sondagem é a confirmação de que Letizia aproximou o príncipe Felipe da população: 58,2% dos inquiridos defendem esta tese; apenas 11,2% discordam. E o saldo continua a ser positivo quando se pergunta se Letizia melhorou a imagem da família real espanhola: 54,8% da amostra afirmam que sim. Dois pontos, no entanto, merecem nota negativa: só 43,5% dos espanhóis a consideram preparada para ser rainha e apenas 26,3% preferem a sua imagem depois das intervenções estéticas. Se em relação ao segundo tema pouco poderá fazer a não ser esperar que o assunto acabe por ser esquecido (e evitar continuar a ‘corrigir’ a natureza), o primeiro, por certo, merecerá a sua atenção.
Este é, precisamente, um momento determinante para o trabalho de Letizia, já que o escândalo à volta de Iñaki Urdangarin (o marido da infanta Cristina enfrenta, recorde-se, uma acusação de desvio de dinheiros públicos e fraude que pode levá-lo à prisão) tem minado a imagem da monarquia espanhola, que precisa de um reforço positivo. E se o empenho da princesa nesse objetivo melhorou a sua relação com o rei Juan Carlos, já que passou a ser muito mais permeável às indicações dos assessores do rei – em público, nas últimas semanas, passou a exibir mais sorrisos e um comportamento mais discreto, de modo a gerar simpatia sem enfraquecer a imagem do marido –, o mesmo não se pode dizer sobre a relação com a rainha.
Sofía, que esperava de Letizia alguma solidariedade na crise que afeta a sua filha mais nova (a própria rainha ajudou a ex-jornalista no que pôde após o casamento com Felipe, inclusivamente apaziguando a reação da restante família ao seu voluntarismo), verificou que a princesa põe o profissionalismo acima de tudo, e encara como missão a reabilitação da imagem da família, mesmo que isso implique sacrificar Cristina. Se à partida esta pode parecer uma atitude fria, facilmente se compreende que não deixa de ser também uma mãe a proteger a filha: afinal, Letizia está apenas a salvaguardar o futuro da filha Leonor, que um dia deverá ser rainha.
O papel de mãe é, aliás, um dos que Letizia encara com maior entusiasmo e dedicação. Apostada em criar as filhas o mais longe possível das atenções mediáticas, é muito presente no dia-a-dia das duas: levanta-se às sete da manhã para ajudar a prepará-las para a escola e para tomar o pequeno-almoço com elas e com o marido, vai buscá-las à escola com regularidade e vigia a realização dos trabalhos de casa, fazendo tudo para que tenham uma infância o mais normal possível.
Letizia consegue mesmo preservar alguma normalidade no meio da sua vida de princesa: mantém os amigos que tinha antes de se casar, a maior parte deles ligados ao jornalismo (e com cuja lealdade e discrição pode contar a 100%), faz compras, vai ao cinema e a espetáculos, onde tenta (em vão) passar despercebida, e sai para jantar com as amigas. Esse é precisamente um dos programas previstos para o seu 40º aniversário: já que a época de crise não aconselha festas faustosas, a princesa deverá celebrar com a família e fazer também uma saída com as suas amigas de sempre. Como qualquer mulher comum.

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