Nas Bancas

A duquesa de Montoro, Eugenia Martínez de Irujo

A duquesa de Montoro, Eugenia Martínez de Irujo

Mike Sergeant

Duquesa de Montoro fala sobre a relação que mantém com a mãe

"Gosto muito da minha mãe, porque diz o que pensa e faz o que quer, independentemente do resto."

Melissa Tavanez
23 de junho de 2009, 12:25

Eugenia Martínez de Irujo, duquesa de Montoro, desperta a atenção da imprensa espanhola desde que nasceu, há 40 anos. Única rapariga e a mais nova dos seis filhos de Cayetana Fitz-James Stuart y de Silva, duquesa de Alba, e de Luis Martínez de Irujo, Eugenia sempre soube que não tinha uma vida igual à dos colegas. Mulher do seu tempo, isso não a impediu nunca de tentar conciliar a tradição do seu nome com a necessidade de ser uma "pessoa normal".

Para quem tem uma mãe que é 14 vezes Grande de Espanha, é uma das pessoas com mais títulos nobiliárquicos no mundo e aparece constantemente nas capas das revistas espanholas - muito por "culpa" da sua irreverência -, essa tentativa pode ser ingrata. O tempo, contudo, ajudou-a a lidar com a fama, e é com a personalidade forte que herdou da mãe que leva avante as suas próprias escolhas. Assim, a duquesa trabalha como designer de jóias para a Tous, faz voluntariado e é uma mãe presente para Cayetana, de nove anos, fruto da sua relação com o toureiro Fran Rivera, com quem esteve casada sensivelmente três anos.

Depois do divórcio, Eugenia voltou a apaixonar-se e namorou quatro anos com Gonzalo Miró, mas, segundo as últimas notícias espanholas, a relação terá terminado. Apesar de não ter respondido a questões sobre amores, a duquesa de Montoro falou com a CARAS sobre a sua família e os conflitos que tem vivido por causa do peso da tradição e o desejo de ser apenas mais uma pessoa.

- Veio a Portugal por motivos profissionais, mas, ao contrário de muitas pessoas, não trabalha por necessidade...

Eugenia Martínes de Irujo - Preciso de trabalhar para me sentir bem comigo mesma. E, depois, gosto muito daquilo que faço. Trabalhar também ajuda a que tenha a minha vida ocupada. Mas não desenho só jóias. Quando estou em Madrid, também ajudo numa fundação que apoia crianças com doenças crónicas e terminais, e cujos sonhos tentamos realizar.

- Pertence a uma das mais nobres famílias espanholas. Como é que concilia a tradição com a vida de todos os dias?

- Sempre tentei ter uma vida muito normal. E desde pequena que estou habituada a ser fotografada. Quando ia para o colégio, tinha fotógrafos à espera e sentia-me uma criança diferente. E não gostava disso, porque a minha mãe é que era conhecida, não eu. Era uma pressão. Mas sempre fiz uma vida normal. Estava com os meus amigos e fazia o que queria. O que tinha de ter era prudência.

- Durante a infância, já dava sinais da sua personalidade independente e emancipada?

- Sim... Não era muito protegida pelos meus irmãos... O meu pai morreu quando eu tinha três anos, e sempre me faltou a figura de um pai, que é muito importante durante o crescimento de uma criança. Eu estava muito unida à minha mãe, mas depois ela voltou a casar-se e também tinha de se dedicar à sua vida de casada. E a relação com os meus irmãos mais velhos era como se fôssemos estranhos, porque não tínhamos contacto. Só de há dez anos para cá é que estamos mais próximos, porque a diferença de idades já não se nota tanto. Na minha família cada um seguiu a sua vida, somos todos muito independentes. Mas dou-me bem com todos os meus irmãos e adoro todas as vezes, que são raras, em que conseguimos estar todos juntos.

- Pode dizer-se que herdou esse espírito livre da sua mãe?

- A minha mãe foi muito importante, porque nunca nos forçou a nada. Sempre nos encorajou a seguirmos os nossos caminhos e os nossos projectos. E nunca se meteu em nada. Mas a minha mãe é uma mulher emancipada só para algumas coisas... A minha ama, que é a pessoa que me criou, diz que eu e a minha mãe somos iguais. [risos] Somos pessoas com personalidades fortes e é normal que às vezes choquemos. Mas temos coisas parecidas.

- E fica contente com essa comparação?

- Sim, fico orgulhosa. Gosto muito da minha mãe, porque diz o que pensa e faz o que quer, independentemente do resto. E é muito espontânea, tem muita força e um coração grande.

- Como é que lida com o mediatismo que o romance da sua mãe com Alfonso Díez, 24 anos mais novo, tem tido?

- Procuro não ver, porque há coisas que se dizem que me magoam. Agora estou mais tranquila... E as circunstâncias da saúde da minha mãe uniram-nos enquanto família.

Comentários

ATENÇÃO: ESTE É UM ESPAÇO PÚBLICO E MODERADO. Não forneça os seus dados pessoais (como telefone ou morada) nem utilize linguagem imprópria.

Nas Bancas

Newsletters

Receba grátis no seu email as notícias, as últimas caras!

Caras Nas Redes

Mais na Caras