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Aos 41 anos, Marco Delgado celebra 20 de carreira: "Esta é uma profissão sagrada"

Apaixonado pela criação das personagens, o ator assume-se um ‘viciado’ no trabalho.

Andreia Cardinali
1 de fevereiro de 2014, 14:00

Depois de ter integrado o elenco da novela da SIC Sol de Inverno, Marco Delgado, de 41 anos, regressou à TVI, onde estava antes, para protagonizar a novela Beijo do Escorpião.
Com 20 anos de carreira, o ator, que nunca sonhara seguir a área da representação, é hoje um homem feliz e satisfeito com o que faz, mas não põe de parte a possibilidade de terminar os seus dias a fazer outra das suas paixões: pintar e esculpir. “Imagino-me num armazém rodeado de telas, tintas e esculturas e aí também seria muito feliz”, confidencia.
– Apesar de representar não ser um sonho de criança, já faz 20 anos de carreira...
Marco Delgado –
Sim. [risos] Foram 20 anos muito bons, com muitos trabalhos que me deram muito prazer e com pessoas que me ensinaram muito. Esta é uma profissão sagrada.
– Onde é que se sente realmente feliz: no teatro, na televi­são ou no cinema?
Acho que no teatro. Toda a minha formação é em teatro.   Gosto da efemeridade que é o teatro. Gosto muito do processo de ensaios, do tempo que temos para trabalhar e desenvolver a personagem. Gosto da relação com o público. Claro que também gosto de fazer televisão e cinema, embora não seja muito convidado para fazer cinema. No início da minha carreira fiz alguns trabalhos em cinema, mas depois deixei por completo, para grande pena minha. Adorava poder fazer cinema de novo. Se tivesse de escolher seria o teatro, mas não consigo viver só do teatro. Em Portugal, os atores, têm de conciliar o teatro com a televisão ou com o cinema.
– E nunca teve vontade de internacionalizar a sua carreira?
Sim e continuo a ter. Mas nunca se proporcionou. No início da minha carreira pensava muito nessa possibilidade, mas entretanto comecei a trabalhar com grande regularidade e o desejo foi esmorecendo e adiado. Felizmente, nunca estive sem trabalho.
– Essa vontade de mudança não inclui o plano pessoal? Ter filhos, por exemplo?
Neste momento não me ocorre essa vontade. Mas estas mudanças implicam sempre abdi­car de alguma vida pessoal.
– Já se descreveu como um workaholic. Isso tem vindo a ‘agravar-se’?
Sim, bastante. Gosto muito de trabalhar e se pudesse trabalhava ainda mais. Muitas vezes concilio teatro com televisão e adoro, apesar de ser uma loucura. Não me cansa trabalhar e faço-o com muito gosto.
– Os 40 anos mudaram algu­ma coisa?
Acho que sim, mas não me trouxeram aquela serenidade de que se fala. Sinto-me com muita energia.

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