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Mary da Dinamarca: “Encontro-me num período maravilhoso da minha vida”

Para assinalar o seu 40.º aniversário, no passado dia 5 de fevereiro, a futura rainha da Dinamarca posou na ala do Palácio de Amalienborg, em Copenhaga, onde vive com o marido e os filhos.

Redação CARAS
25 de fevereiro de 2012, 10:00

 “É bom sentirmo-nos mais velhos. Não penso na minha idade física. Encontro-me num período maravilhoso da minha vida. Com 40 anos, sabemos simplesmente o que é a vida. Trata-se de estar aqui e agora. Mas alegro-me de continuar a minha viagem no tempo”, declarou a princesa Mary da Dinamarca à revista do jornal Berlingske, numa entrevista que deu por ocasião do seu 40.º aniversário, que celebrou no passado dia 5 de fevereiro, com uma festa privada no Palácio de Amalienborg. Aos 40 anos, a ex-advogada australiana diz sen­tir-se cada vez mais adaptada ao seu papel de princesa e frisa que esta nova etapa da sua vida não lhe provocou a necessidade de fazer um balanço. “40 anos é uma data significativa, mas o dia em si não ocupou os meus pensamentos. Para mim, 2011 é que foi o ano de reflexão”, admite a princesa, acrescentando que a “maravilhosa viagem” que iniciou há 12 anos, nos Jogos Olímpicos de Sydney – quando o príncipe Felipe de Es­panha a apresentou ao príncipe Frederico da Dinamarca –, tem sido bem mais exigente do que algum dia imaginou: “Tudo aconte­ceu muito depressa. Cheguei a um novo país, comecei uma nova vida, desempenhei um novo papel”. E tem-no feito de forma irrepreensível.
Além de ter conquistado o coração do príncipe herdeiro, Mary (Donaldson de solteira) – que a revista espanhola Lecturas diz ser princesa desde que nasceu, “não por linhagem, mas pelo carácter”– acabou por ganhar a admiração e respeito da sogra, a rainha Margarida, que já a elogiou publicamente várias vezes, e o afeto do povo dinamarquês. “É agradável sentir que tenho o apoio de toda a gente em tudo o que faço”, assegura. Mas não são só os dinamarqueses que reconhecem o seu carisma, simpatia e elegância. Considerada um ícone de elegância por Karl Lagerfeld e Tommy Hilfiger, entre outros nomes da moda, em 2010 a futura rainha da Dinamarca ficou em quarto lugar na lista das mulheres mais bem vestidas da revista americana Vanity Fair.
Mary, que é hoje a mãe dedicada de quatro crianças pequenas – Christian, de seis anos, Isabella, de quatro, e os gémeos Vincent e Josephine, de um –, confessa que o que mais lhe custou quando se casou com Frederico foi deixar a Tasmania, sua terra natal, onde deixou a família e vários amigos. E recorda que uma das coisas mais difíceis que teve de aprender foi a língua do seu novo país.
“Diria que o maior desafio foi o idioma e a interação com as pessoas”, revelou, em 2005, numa entrevista ao canal de televisão australiano ABC. Nessa altura, garantiu, também, ser uma mulher muito feliz, “pois estou ao lado da pessoa que amo.”
E, na verda­de, Mary e Frederico têm protagonizado uma bela história de amor. Recorde-se que os dois subiram ao altar a 14 de maio de 2004, na Catedral de Nossa Senhora de Copenhaga e que até 2006 viveram como num conto de fadas. Nessa altura, surgiram rumores de crise no casamento e Mary foi obrigada a assinar um novo acordo matrimonial, que prevê que, em caso de separação, deixe de ter direito aos luxos e regalias de que beneficia como membro da família real.
Um ano depois, por altura do nascimento de Isabella, saltaram para as primeiras páginas dos jornais notícias sobre alegadas infidelidades do príncipe. Aliás, este comportamento de Frederico deu até origem ao livro 1015 Kobenhavn K, do ex-cronista da realeza Trine Villemann, que descreve Mary como uma princesa “desiludida”. Mas esse pesadelo não durou muito. As suspeitas nunca foram confirmadas e desde então, pelo menos em público, Mary e Frederico mostravam-se mais apaixonados do que nunca. Tanto que em 2009, depois de ter sido eleita Mulher do Ano pela revista dinamarquesa Alt for Damerne, a princesa confiden­ciou: “Conhecermo-nos, estarmos juntos, termos tido filhos, são muitos pequenos milagres...Tivemos muita sorte, é como se o nosso amor crescesse da mesma forma que uma árvore.”
De realçar é também o papel humanitário que Mary tem vindo a desempenhar não só em várias ONG, como através da Fundação Mary, que criou com o objetivo de combater a exclusão social, a violência doméstica e a solidão.

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