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A renovada e luxuosa ‘casa do bosque’ dos reis Máxima e Guilherme da Holanda

Após três anos de profundas obras de remodelação, que custaram perto de 63 milhões de euros, os monarcas podem, finalmente, mostrar todo o esplendor do Palácio Huis ten Bosch, em Haia.

Cláudia Alegria
3 de agosto de 2019, 18:30

A renovação custou mais de 60 milhões de euros, o dobro do valor inicialmente orçamentado, o que levantou uma onda de duras críticas. Mas, verdade seja dita, assim que se abriram as portas do Palácio Huis ten Bosch, que significa “a casa do bosque”, após três longos anos de intervenções, as faturas dos pagamentos acabaram por ser colocadas em segundo plano perante o esplendor da obra.
Situado a 20 quilómetros de Haia, o edifício, mandado construir no século XVII, foi residência oficial de vários membros da família real holandesa ao longo dos seus 374 anos, tendo fechado as suas portas pouco depois de a antiga rainha Beatriz ter abdicado do trono, começando então as obras. No início deste ano, os reis Guilherme e Máxima deixaram finalmente a Villa Eikenhorst para se mudarem para o palácio com as três filhas, as princesas Amália, de 15 anos, Alexia, de 14, e Ariana, de 12, embora as obras de remodelação tenham continuado durante mais seis meses. Terminadas todas as remodelações, a imprensa foi agora convidada a visitar aquela que passou a ser a residência oficial dos reis, onde foram instalados, por exemplo, 1300 metros quadrados de carpetes e 22 mil metros de cabos elétricos.
A explosão de cores em alguns dos espaços é, talvez, a grande diferença entre o antes e o depois da intervenção. As paredes da Sala Verde, por exemplo, foram forradas com 60 mil peças de cerâmica, que reproduzem parte do código genético da família Orange-Nassau. O original trabalho, da autoria do artista Jacob van der Beugel, fez com que a sala fosse rebatizada, chamando-se agora Sala ADN.
A originalidade é, aliás, uma palavra que se aplica a vários dos espaços intervencionados, mostrando o cuidado que houve em dar visibilidade aos artistas holandeses. A Sala Azul é, sem dúvida, um bom exemplo disso. O espaço, que funciona como sala de espera para os convidados dos reis, foi forrado com uma tela onde foram estampadas imagens que reproduzem objetos de enorme valor sentimental para os monarcas. Idealizados pelos artistas Maurice Scheltens e Lliesbeth Abbenes, nas paredes veem-se, por exemplo, o vestido azul que Máxima usou na entronização do marido, os patins em linha com que o rei participou na maratona Frísia das Onze Cidades e as rocas e cadeiras que marcaram a infância das três filhas do casal. Detalhes que ajudam a contar a história desta família.

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