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Rainha Isabel II

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PAUL EDWARDS

Isabel II vai abdicar aos 95 anos?

O papel do príncipe Carlos na decisão tomada pelo duque de York é, para alguns meios de comunicação social britânicos um sinal inequívoco de que se avizinham mudanças no palácio de Buckingham.

CARAS
28 de novembro de 2019, 11:04

O duque de Edimburgo tinha 95 anos quando, através de um comunicado oficial emitido pelo palácio de Buckingham, anunciou a sua retirada da vida pública, corri o ano de 2017. A decisão suponha, a partir desse momento, que o príncipe Philip deixaria de participar em atos oficiais. É exatamente por este motivo que muitos meios de comunicação britânicos que o mesmo acontecerá com a rainha Isabel II daqui a dois anos.

Não seria extamente entendida como uma abdicação, mas uma transferência de poder para o seu filho, o príncipe de Gales.

A decisão tornar-se-ia efetiva quando a monarca cumprisse 95 anos, a mesma idade que tinha o seu marido quando se retrou da vida pública. Esse momento chegaria, previsivelmente dentro de 18 meses, o tempo que falta para o 95.º aniversário de Isabel II.

Aparentemente, esse momento importante no seio da casa real britânica teria sido causado pelos últimos acontecimentos com o duque de York após o seu alegado envolvimento no escândalo sexual. Uma das primeiras consequências foi o facto de ter anunciado há uma semana o seu afastamento das suas obrigações institucionais. “Pedi a Sua Majestade que pudesse afastar-me dos deveres públicos no futuro e a rainha deu-me sua permissão”, escreveu no seu comunicado oficial.

Neste período, Isabel II foi, sem dúvida, o maior apoio do filho, André. Apesar de ter sido cancelada a festa dos 60 anos do duque de York, parece não ser a rainha quem está a tomar as rédeas do poder para salvaguardar e proteger a coroa. Este papel, de acordo com alguns meios, está a ser assumido pelo próprio príncipe de Gales.

Ao regressar de sua visita oficial à Nova Zelândia - uma deslocação que durou um total de nove dias durante os quais foi acompanhado pela mulher, a duquesa da Cornualha -, Carlos começou logo a trabalhar para lidar com a crise do duque de York e enfrentar esta questão, que se tornou numa das grandes manchetes dos jornais do Reino Unido nas últimas semanas.

Segundo os mesmos meios, o herdeiro ao trono inglês mostrou-se implacável ao considerar que o irmão não deve voltar, sob qualquer pretexto, à vida pública. Terá sido ele quem convenceu a sua mãe da importância de afastar André dos atos oficiais, nos quais representa a casa real, temendo o prejuízo que isso poderia trazer à monarquia britânica. Carlos planeava ainda ter uma reunião pessoal com o irmão asssim que regressasse da Nova Zelândia, a fim de resolver este problema.

Não é por isso de estranhar a progressiva transição que já está em andamento e que, de acodo com alguns meios ingleses, se confirma com a redução de compromissos da rainha, com o filho a representá-la em alguns dos seus mais importantes afazeres.

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