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As experiências de quase morte da família de Isabel II

Das tentativas de homicídio à rainha ao acidente de esqui do príncipe Carlos, conheça os detalhes das histórias de sobrevivência dos membros da coroa britânica.

CARAS
16 de julho de 2019, 15:58

As experiências de quase morte podem suceder com qualquer pessoa e os membros da família real inglesa não são exceção. A rainha e os seus familiares também têm histórias difíceis para partilhar: de Sarah Ferguson à princesa Ana, todos eles passaram por episódios derradeiros, cujo desfecho poderia ter sido bem mais dramático. Recorde algumas dessas histórias.

Duquesa da Cornualha

Sobre o risco de um acidente de helicóptero Camilla poderá ter uma palavra a dizer. O episódio aconteceu há quase um ano, a 25 de julho de 2018, mas só agora foi tornado público, de acordo com informações avançadas pelo Daily Mail. Nesse dia, Carlos e Camilla tinham estado no Sandringham Flower Show e o príncipe teria ficado em Norfolk, enquanto a duquesa regressava de helicóptero. A 1900 pés de altitude houve um "alto risco" de colisão frontal com um avião que transportava vários paraquedistas, de acordo com as declarações do controlador aéreo.

Depois desse susto, foi emitido um alerta para que outras aeronaves se mantivessem distantes do Sikorsky S76 que transportava a duquesa, mas inexplicavelmente voltou a ocorrer outra situação de perigo de colisão durante o voo entre Sandrigham e Wiltshire. Desta vez o helicóptero teve que afastar-se da sua trajetória enquanto aterrava, para evitar embater contra um planador.

Felizmente, a aeronave onde viajava a duquesa pôde desviar-se e impedir que acontecesse não um, mas dois acidentes, que poderiam ter sido mortais, naquele dia. O controlador aéreo da RAF Marham Norfolk, que se encontrava a monitorizar os voos da família real britânica, explicou que o risco de embate de ambas as vezes foi "alto".

Príncipe Carlos

O herdeiro da coroa inglesa quase perdeu a vida quando, durante umas férias em 1988, o grupo com o qual esquiava foi atingido por uma avalanche de neve. Apesar de o príncipe Carlos ter sobrevivido sem ferimentos, o seu amigo Major Hugh Lindsay infelizmente perdeu a vida neste acidente. Era próximo de Carlos e Diana e marido de Sarah Lindsay, que trabalhou no gabinete de comunicação do palácio de Buckingham, e que à época estava grávida de sete meses do primeiro filho do par. Pela amizade que os unia, Carlos foi convidado para ser padrinho da filha. No dia seguinte ao trágico acidente, foi transportado no caixão pelas RAF de regresso com guarda de honra do seu regimento, o 9th/12th Lancers.

Princesa Ana

Em 1974, a princesa Ana quase foi raptada quando um homem armado atacou o seu carro nas imediações do palácio de Buckingham quando esta regressava de um evento de caridade, conduzida pelo seu motorista numa limousine. O carro em que seguia foi forçado a uma travagem quando Ian Ball, de 26 anos, saiu de um carro em frente àquele em que a princesa ia. James Beaton, membro da segurança real, foi alvejado três vezes. Anos mais tarde acabou por contar a história a uma cadeia televisiva: “Ele abriu a porta e tivemos uma espécie de discussão sobre onde iamos ou não iamos… ele forçou-me a ir com ele, não me lembro porquê. E eu disse que achava que não queria ir com ele. O raptor acabou por ser bofeteado pelo antigo pugilista Ron Russel e um polícia foi alvejado novamente antes da detenção do homem. Este foi o primeiro episódio que levou ao aumento da segurança na família real inglesa.

Sarah Ferguson

A duquesa de York revelou em 2018 ser uma mulher de sorte por estar viva. A mãe das princesas Eugenie e Beatrice explicou que em 2001, a instituição de caridade Chances for Children atribuiu-lhe um escritório no 101.º andar do torre norte das Twin Towers, em Nova Iorque. No dia dos atentados de 11 de setembro, Sarah ficou presa no trânsito durante 20 minutos e terá assim escapado àquela tragédia mundial. “Tomo cada minuto como uma benção, tomo mesmo, e trabalho nisso. Porque no minuto em que olhamos para o futuro estamos a perder o presente. O minuto em que olhamos para o passado… não podemos lá voltar. A retrospectiva é uma coisa maravilhosa”, confessou.

Rainha Isabel II

A tentativa de homicídio

Em 1981, a rainha Isabel II participou no habitual desfile até à cerimónia do Trooping the Colour quando foi baleada por Marcus Sarjeant. A tentativa de homicídio com recurso a seis balas valeu-lhe cinco anos de prisão efetiva. A propósito deste episódio, o príncipe Carlos terá elogiado a reação da mãe e monarca: “Ela é uma extraordinária cavaleira… Tem um jeito incrível com os cavalos…”

O intruso

Michael Fagan entrou sem autorização no palácio de Buckingham e percorreu o interior do quarto da monarca inglesa em julho de 1982. O homem, na altura com 33 anos, escalou a muralha do palácio e subiu por um cano de esgoto até aos aposentos da rainha, que irrompeu pelas 7h15 da manhã. Michael explicou que já tinha invadido o palácio um mês antes, entrando por uma janela destrancada no detalhe. Nessa ocasião pode comer queijo cheddar e biscoitos, ao mesmo tempo que passeava pelo palácio.

Alvo de nova tentativa de homicídio

Em 1981, quando se deslocou em visita oficial à Nova Zelândia, um jovem atirou sobre a rainha, felizmente falhando. Com apenas de 17 anos, carregou uma espingarda com munições e atirou sobre a rainha de uma casa-de-banho abandonada em Dunedin. Nos relatórios policiais anuais daquele ano ficou clara a gravidade do sucedido: "A descarga de uma arma de fogo durante a visita de Sua Majestade a Rainha serve para nos lembrar de todos os riscos potenciais para a realeza, particularmente durante passeios públicos."

Quase baleada por membro do staff

Um antigo guarda da rainha contou que os passeios na zona sempre fizeram parte dos hábitos de Isabel II. Numa dessas ocasiões, enquanto a guarda fazia a patrulha nas imediações do palácio, avistou uma figura que, só depois terá percebido tratar-se da monarca. Nesse episódio, o antigo guarda terá dito: “Caramba, vossa majestade, quase a atingi com um tiro!” ao que a rainha terá dito: “Tudo bem, da próxima vez eu telefono a avisar de antemão que vou passear para que não me dê um tiro.”

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