Nas Bancas

Casas reais europeias: pais modernos relações próximas com os filhos

Se noutros tempos as crianças das famílias reais eram cuidadas por amas em zonas dos palácios que lhes eram reservadas, hoje são presença assídua ao lado dos pais.

Ana Paula Homem
24 de março de 2019, 18:02

Alberto do Mónaco, Philippe da Bélgica, Guilherme da Holanda, Felipe de Espanha, Frederico da Dinamarca, Haakon da Noruega, William de Inglaterra e Daniel da Suécia tiveram, quase todos eles, pais da realeza à moda antiga, que asseguravam que as suas crianças recebessem a melhor das educações, mas que lhes dedicavam apenas alguns momentos por dia. Talvez por terem sofrido com isso, mas porque as grandes mudanças de mentalidade do século XX também atingiram as famílias reais, quando chegou a sua vez de serem pais mostraram-se empenhados em serem participativos nas vidas dos filhos.
No que diz respeito ao príncipe William, que aos 36 anos é o mais novo de todos eles – mas também o que teve a mãe mais cúmplice –, não é de espantar que se sinta feliz no papel de pai e seja brincalhão com George, de cinco anos, Charlotte, de três, e Louis, de 11 meses. Igualmente filho de uma mãe muito dedicada, a rainha Sofía de Espanha, Felipe sempre tentou ser, acima de tudo, um companheiro para as filhas, que não parecem minimamente tolhidas pela solenidade com que o pai encara o seu papel de rei.
Já o príncipe monegasco, que aos 61 anos é o mais velho de todos, tem provocado algum espanto quando aparece com os gémeos Jacques e Gabriella, de apenas quatro anos. Mais avô do que pai, Alberto derrete-se com as gracinhas dos filhos e a sua linguagem corporal com eles é excelente, como se pode ver quando se baixa para falar com eles.
Único homem numa família de quatro mulheres, o rei da Holanda, de 51 anos, mostra pelas filhas, Amalia, de 15 anos, Alexia, de 13, e Ariana, de 12, uma ternura que o seu olhar não esconde.
Na vizinha Bélgica, Philippe, de 58 anos, nem sempre pareceu muito à vontade no seu papel de pai, mas a serenidade da rainha Mathilde, que sempre mostrou saber comunicar com os filhos – Elisabeth, de 17 anos, Gabriel, de 15, Emanuel, de quase 13, e Eleonore, de 11 –, tem ajudado o rei a perder o constrangimento.
Quanto aos herdeiros dos tronos da Dinamarca e da Noruega e ao futuro príncipe consorte da Suécia, todos são exemplos da descontração dos nórdicos, revelando-se no seu elemento quando partilham atividades lúdicas com os filhos – Frederico é pai de Christian, de 13 anos, Elisabeth, de 12, e dos gémeos Vincent e Josephine, de oito, e Haakon é pai de Ingrid Alexandra, de 15 anos, e Sverre Magnus, de 13, e Daniel de Estelle, de sete anos, e Oscar, de três. É certo que Daniel, o único que nasceu plebeu, ainda não venceu uma certa rigidez em público, mas transforma-se quando está com as crianças.

Comentários

ATENÇÃO: ESTE É UM ESPAÇO PÚBLICO E MODERADO. Não forneça os seus dados pessoais (como telefone ou morada) nem utilize linguagem imprópria.

Nas Bancas

Newsletters

Receba grátis no seu email as notícias, as últimas caras!

Caras Nas Redes

Mais na Caras