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Os príncipes das Astúrias, Letizia e Felipe, com os reis de Espanha, Sofia e Juan Carlos

Os príncipes das Astúrias, Letizia e Felipe, com os reis de Espanha, Sofia e Juan Carlos

Getty Images

As reformas das casas reais europeias - Espanha

Os tempos mudam e a realeza vai-se adaptando. Conheça as alterações que as casas reais têm feito para responder às exigências de transparência, austeridade e modernização nos diferentes países da Europa.

Redação CARAS
17 de março de 2012, 13:00

Os tempos difíceis que se vivem um pouco por todo o lado têm feito com que as casas reais da Europa adotem uma postura de contenção económica. Além disso, são cada vez mais os países que exigem que a monarquia siga os princípios da transparência e que se modernize. Conheça algumas das medidas já tomadas pela realeza europeia.
Casa Real de Espanha
Política de Transparência
Ao contrário do que acontece com a maioria das casas reais europeias, as contas da casa real espanhola não são controladas pelo Tribunal de Contas nem são divulgadas publicamente. Porém, devido à época de crise que se vive, mas, essencialmente, por causa do escândalo que envolve Iñaki Urdangarín, marido da infanta Cristina, a Casa do Rei divulgou este ano pela primeira vez as finanças da família real.
Em 2011, o Estado espanhol destinou à casa real um total de 8,43 milhões de euros que o rei Juan Carlos tem de gerir. Segundo a Constituição Espanhola, o rei pode distribuir livremente esse dinheiro, destinado a pagar os custos de funcionamento e de pessoal, assim como ao sustento da família real.
No âmbito das medidas de austeridade aprovadas pelo Governo espanhol, o orçamento da casa real vai sofrer em 2012 um corte de cerca de 5% e os salários dos membros da família real e de todos os funcionários uma redução de 15%.
Mudanças de Representação
O escândalo que envolve Iñaki Urdangarín e a infanta Cristina levou à primeira mudança de representação institucional na casa real espanhola, uma vez que o duque de Palma foi afastado dos atos oficiais da família real. Também a sua mulher, a infanta Cristina tem vindo a particpar cada vez menos em atos oficiais, desde que se mudaram para Washington, em agosto de 2009, e agora ainda menos devido à sua ligação a este escândalo, ainda que de maneira indireta.
Desde a separação de Elena e de Jaime de Marichalar, em novembro de 2007, que a infanta tem particpado em cada vez menos atos oficiais, à semelhança da irmã Cristina. A família real espanhola tem sido representada sobretudo pelos reis Juan Carlos e Sofía, os príncipes das Astúrias, Felipe e Letizia, e as filhas destes, Leonor e Sofía.
Ao que tudo indica, já estava nos planos fazer o mesmo que acontece noutras casas reais europeias e deixar a representação oficial a cargo dos primeiros na linha de sucessão ao trono a partir de 2012, mas o processo terá sido acelerado com o envolvimento de Iñaki Urdangarín no processo de fraude.
De acordo com o comunicado da Casa do Rei, o facto de as infantas passarem a ter um papel secundário implica que deixem de receber “gastos de representação”. No entanto, não está previsto que percam os seus títulos ou que renunciem ao trono.

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