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Letizia tem ciúmes do carisma e da perfeição de Kate Middleton

Dez anos mais nova, naturalmente simpática e elegante, a britânica Kate tem conquistado facilmente a opinião pública, enquanto a espanhola não suscita unanimidade.

Redação CARAS
21 de dezembro de 2011, 11:43

A gota de água terá acontecido quando, há cerca de três semanas, a revista Hola, que é reconhe­cidamente muito próxima da família real espanhola, fez uma ‘chamada’ de capa de Kate Middleton, mulher do príncipe William de Inglaterra, com o título “perfeita como princesa”, adjetivo que nunca aplicou a Letizia, mulher do príncipe Fe­lipe de Espanha. Fontes pró­ximas da casa real espanhola confidenciam que Letizia ficou irritada, percebendo que nas entrelinhas haveria a intenção de a considerar uma princesa imperfeita. A comparação é inevitável, já que se trata de duas plebeias que um dia poderão ser rainhas na Europa.
A verdade é que a jovem duquesa de Cambridge tem conquistado unanimemente uma opinião favorável, ao contrário da princesa das Astúrias, que é frequentemente alvo de críticas e parece não lidar tão bem com a pressão da popularidade. Se a britânica pode reclamar o apreço da família real e da população em geral, a espanhola tem mostrado dificuldade em encontrar o seu lugar. E enquanto à primeira é reconhecido o sucesso na adaptação ao papel de princesa, a segunda tem despertado polémica em algumas situações oficiais em que não respeita o protocolo – recorde-se a escolha não consensual de calças para as comemorações do Dia Nacional de Espanha, por exemplo.
Perfeccionista como é, Letizia, de 39 anos, está a sentir-se ul­trapassada pela jovem Kate, dez anos mais nova, que ainda por cima tem sido amplamente elogiada pela sua elegância, aparentemente conseguida sem esforço. Se à partida a experiência de Letizia – que já tinha sido casa­da (com Alonso Guerrero, professor de Literatura) e tinha enfrentado a exposição pública durante vários anos, como jornalista de televisão –, deveria funcionar como um enorme trunfo em relação à sua ‘rival’, o facto é que a leveza com que Kate encara o seu papel tem feito sombra ao desempenho da espanhola.
Dificilmente as duas princesas poderiam estar em pé de igualdade neste momento: enquanto Letizia chegou à família real muito depressa, quase sem tempo para se ambientar (entre o anúncio do noivado e o casamento, a 22 de maio de 2004, mediaram apenas sete meses), Kate teve tempo para namorar e pensar bem no passo que ia dar sem se sentir pressionada: antes da grandiosa cerimónia que protagonizou a 29 de abril deste ano, teve sete anos para se adaptar à ideia de um dia ser princesa. E teve, pelos vistos, tempo suficiente para conquistar a família que passou a integrar, pois é reconhecido que mantém uma boa relação com todos, da rainha ao príncipe Harry. Com o cunhado, aliás, construiu uma relação de enorme cumplicidade logo na época em que conheceu William, quando estudavam juntos na universidade, partilhando com Harry o grupo de amigos, o gosto pelo desporto e pela vida ao ar livre. O próprio príncipe já o disse publicamente, assumindo que com o casamento do irmão ganhou a irmã que nunca teve.
Por seu lado, o príncipe Carlos não esconde que está encantado com a nora, a quem se refere em público como “a minha querida filha”. A rainha Isabel II é outra defensora de Kate e foi ela, aliás, que pressionou o neto para, ao fim de uns anos de namoro, assumir o noivado ou afastar-se da jovem, de forma a poupá-la ao peso de situações indefinidas. E Camilla também não esconde o seu apreço pela nora do marido: não só tem ajudado Kate nas questões protocolares como lhe ofereceu, em sinal de carinho, a já célebre pulseira que a jovem usa com a inicial do seu nome e a coroa ducal.
No que toca a relações familiares, a situação de Letizia é em quase tudo inversa à de Kate. Com as cunhadas, Elena e Cristina, mantém um contacto frio e distante que tem vindo a degradar-se de ano para ano – isto apesar de Cristina ter sido, no início do namoro, uma grande aliada nos encontros secretos com Felipe – e que se justifica tanto pelo facto de as duas irmãs não aprovarem algumas das suas atitudes arrogantes como pela falta de interesses em comum. E se nos primeiros tempos de casada Letizia parecia ter uma grande cumplicidade com a rainha Sofía, que mais do que uma vez sentiu necessidade de a elogiar em público, nos últimos anos as duas afastaram-se. Por fim, há a animosidade latente com o rei Juan Carlos, que já chegou, inclusivamente, a dar-lhe ordens em público, como aconteceu durante a visita de Michelle Obama a Maiorca, quando mandou Letizia descer as escadas para se juntar ao grupo.
Se Kate tem a vantagem de ser fã de desporto, praticando com entusiasmo as modalidades de que a família real gosta, como o esqui ou a caça – que fez questão de aprender entretanto –, Letizia não só não gosta de esqui, que ainda tentou praticar nos primeiros tempos de casada para depois desistir (o que implica que Felipe não desfrute das férias de inverno com a família na casa que têm na estância de Baquera Beret), como também dispensa a vela, a que os Borbón se dedicam nas férias de verão. Se por aqui se vê que Letizia não se preocupou em adaptar-se à vida de Felipe, mas esperou que fosse ele a adaptar-se à dela, junte-se ainda o facto de o ter desencorajado a manter o grupo de amigos que tinha, já que ela, simplesmente, não o aprovou...
Só por si esta arrogância já causava má impressão q.b. à opi­nião pública espanhola, e tudo piorou pelo facto de Letizia ser verdadeiramente obcecada com a sua imagem, recorrendo, como se sabe, a intervenções estéticas frequentes com vista a manter a sua figura irrepreensível. Letizia é de facto uma mulher bonita e elegante, mas a naturalidade de Kate, uma jovem atraente e de apresentação cuidada, mais facilmente tem conquistado a simpatia da opinião pública, que, segundo a última sondagem realizada em Inglaterra, já a considera apta para um dia ser rainha, enquanto Letizia enfrenta grandes reservas por parte dos próprios monárquicos espanhóis. Kate tem-se mostrado tão competente no seu papel que o príncipe Carlos não hesitou em delegar nela a tarefa de o substituir numa importante gala de solidariedade em Clarence House menos de seis meses depois de se ter casado com William. Já Letizia teve de esperar um ano para que a autorizassem a estar sozinha num ato oficial e, segundo se sabe, foi a própria que o exigiu, por se sentir menosprezada nas suas capacidades.
Mesmo entre a realeza europeia, mais depressa Kate se sente à vontade, até porque recebeu uma educação exigente que a preparou para conviver com um meio elitista, do que Letizia. Na recente visita à Dinamarca, por exemplo, a duquesa de Cambridge mostrou cumplicidade e à-vontade com a princesa Mary Donaldson, e a imprensa inglesa já salientou, inclusivamente, que Kate tem sido contactada por outras princesas europeias com vista a estreitarem relações. Já a espanhola, não só faltou a algumas ocasiões em que teria tido oportunidade de conviver de perto com outras princesas europeias – como a ida de Felipe ao aniversário do rei Constantino da Grécia, seu tio, em Londres, onde se reuniram todas as casas reais europeias, enquanto Letizia passava férias em Portugal – como, nas situações em que se encontram, nomeadamente nos casamentos reais (incluindo o de Kate), é notório que são as cunhadas, Elena e Cristina, as destinatárias da atenção das demais famílias reais.
Conclui-se, portanto, que Le­tizia tem boas e várias razões para sentir ciúmes de Kate. Até porque esta tem ainda a seu favor o facto de a lei da sucessão britânica ter mudado de modo a que não sinta a pressão de ter um filho varão, pois, independente do sexo, o primeiro filho do casal reinará um dia em Inglaterra. Já Letizia, mãe de duas raparigas – Leonor, de seis anos, e Sofía, de quatro – continua a sentir essa pressão, pois, à luz da lei que vigora ainda em Espanha, nenhuma delas sucederá ao pai se um dia o casal tiver um rapaz.

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