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Rania da Jordânia: "Se falhar com os meus filhos, serei um fracasso"

Rania da Jordânia: "Se falhar com os meus filhos, serei um fracasso"

Rania da Jordânia: "Se falhar com os meus filhos, serei um fracasso"

A rainha é um exemplo de elegância e classe

Redacção Caras
14 de maio de 2008, 00:00

De origem palestiniana, Rania Al-Yassin nasceu no Koweit a 31 de Agosto de 1970. Foi uma criança feliz, teve uma adolescência normal e estudou Administração de Empresas na Universidade Americana do Cairo, no Egipto. "Cresci numa família comum e tinha uma vida normal: ia ao cinema, ao ginásio, saía com os meus amigos... Os meus pais mostraram-me a mim, ao meu irmão e à minha irmã o valor do trabalho e, depois de ter acabado os meus estudos, queria tornar-me uma mulher de negócios", revelou Rania numa entrevista à revista Elle. Quando terminou o curso, em 1991, não pôde regressar ao Koweit, já que o país tinha sido ocupado por forças iraquianas, e a família viu-se obrigada a fugir para a Jordânia. Um passo que acabou por dar uma grande volta à sua vida, mas na altura a jovem Rania estava longe de imaginar que viria a casar-se com um príncipe e tornar-se famosa. Hoje, além de ser rainha, é conhecida por ser uma acérrima defensora dos direitos humanos, por lutar intransigentemente para melhorar a relação entre o Ocidente e o Mundo Árabe, e ainda por ser uma das mulheres mais elegantes do mundo. Estava-se em Janeiro de 1993 quando Rania foi convidada para um jantar em casa da princesa Aisha, filha do rei Hussein da Jordânia. Na ocasião conheceu Abdullah, irmão de Aisha. O jovem príncipe terá ficado imediatamente encantado com Rania, mas esta revelou mais tarde que foi algo fria com Abdullah no seu primeiro encontro. "Fui um pouco reservada, até porque ele era um príncipe e isso era intimidante", contou Rania à revista Harper's Bazaar. A frieza foi rapidamente ultrapassada, já que cinco meses depois os dois se casavam numa cerimónia luxuosa e Rania tornava-se princesa, embora sem expectativas de vir a ser rainha, pois, na altura, quem deveria suceder ao rei era o irmão deste e não o filho. A princesa foi muito bem recebida na família real jordana, que, além de ser muito acarinhada pelo seu povo, tinha no soberano uma figura aclamada e respeitada internacionalmente pelo seu esforço em alcançar a paz no Médio Oriente. Em Fevereiro de 1999, Hussein morria com um cancro, mas antes tomou uma atitude que surpreendeu todos: alterou o testamento e designou Abdullah como seu herdeiro. Nesta altura, já os novos reis tinham começado a constituir família: o pequeno Hussein - nome escolhido em homenagem ao avô - nasceu em 1994 e a irmã Iman dois anos depois. A eles vieram juntar-se Salma, em 2000, e Hashem, em 2005. Ao lado do marido e dos filhos, a soberana dos jordanos é uma mulher feliz e dedicada à família. Apesar de todo o seu trabalho humanitário e social e de ter uma agenda profissional preenchida, Rania Al-Abdullah, rainha da Jordânia, não aparenta ser muito diferente de qualquer mulher quando diz, na referida entrevista à Elle: "Os meus filhos são a minha prioridade. Posso ter sucesso em tudo o que fizer, mas se falhar com eles, serei um fracasso. Por isso, faço questão de ter um relacionamento verdadeiro com eles e um contacto íntimo diário, apesar de ter uma ama e um preceptor. Quero sentir que confiamos uns nos outros e é importante que eles sintam que podem contar comigo." A família é mesmo a grande prioridade de Rania, de 37 anos, que faz questão de levar os filhos à escola e continua a desmentir os ocasionais rumores de divórcio. "Todas as figuras públicas são vítimas de rumores e ataques à sua vida privada. O meu marido e eu falamos sobre isso e ele acha melhor não darmos importância. 'Prefiro que o nosso casamento esteja bem e que haja boatos de separação do que o contrário', disse-me ele. E tem razão, porque nós temos um casamento de 13 anos e uma relação de confiança", conta na mesma entrevista. A prova de que Abdullah, de 46 anos, e Rania mantêm uma relação sólida e estável é o facto de continuarem a apoiar-se mutuamente nas várias facetas das suas vidas. Apesar de Rania não ter poder político, o marido tem em conta a sua opinião quando toma decisões: "O rei tem o poder político, executivo e económico, eu trabalho com a sociedade civil. Mas à noite, depois do jantar, conversamos e trocamos ideias. Ele conta-me o que fez durante o dia e eu mostro-lhe os meus projectos. Costumamos dizer que somos os maiores admiradores um do outro, e também os maiores críticos." Além do seu trabalho para melhorar as condições de vida de milhares de pessoas, sobretudo mulheres e crianças, Rania é também um exemplo de elegância e classe. A rainha da Jordânia é a prova de que é possível aliar os estilos tradicional e moderno ou acompanhar as tendências sem esquecer as raízes. No entanto, o facto de se preocupar com a imagem tem-lhe valido alguns comentários negativos: "Por ser uma figura pública, estou sujeita a todo o tipo de críticas. É provável que algumas pessoas achem que as minhas roupas são pouco conservadoras, outras que não gostem de um modelo específico ou de um penteado... Mas isso é normal. Para mim, a roupa exprime a personalidade, o estado de espírito. No meu caso, não posso pensar só em mim, porque represento o meu povo e tenho de fazê-lo da melhor maneira possível." O facto de não usar véu também pode ser considerado ofensivo, mas Rania explica a sua posição à Elle: "Na nossa religião não há coacção, ninguém é obrigada a usar o véu, essa é uma decisão pessoal. Há mulheres que usam o véu e têm uma mentalidade superaberta, outras não usam e são conservadores. Devemos julgar as mulheres pela sua ética, pelos seus valores, pelo que pensam e pelo que fazem. Devemos avaliá-las pelo que têm na cabeça e não sobre ela." E acrescenta, desta vez à Harper's Bazaar: "Rezo cinco vezes por dia, faço os jejuns e todas as coisas que a minha religião manda." Um discurso coerente e sincero, que contribui para reforçar o carisma de Rania, uma rainha dos tempos modernos.

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