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Ana Salazar confessa-se: “Foi duro, mas sinto-me uma fénix renascida”

Com o apoio da filha, Rita, e de Nuno Reis, o seu companheiro nesta nova aventura, a estilista abandonou um período sabático e voltou ao trabalho, com a convicção de que a marca Ana by Herself, recentemente apresentada, marca uma nova etapa na sua vida.

Redação CARAS
20 de outubro de 2013, 14:00

Já muito se disse eescreveu sobre Ana Salazar, sobre o seu vanguardismo e a sua ousadia,sobre a forma como levou o nome da moda portuguesa até aos mais importantescentros criativos mundiais. Muitas peças foram vestidas, muitos comentáriosforam feitos antes, durante e depois de cada desfile de apresentação de umanova coleção. Ana Salazar faz parte da história da moda em Portugal e terásempre direito a diversos capítulos. Vários motivos – entre os quais a doença econsequente morte do marido, Manuel Salazar, em 2010, ocupam lugar dedestaque – conduziram a que a criadora de moda vendesse a empresa com o seunome. Na nova estrutura, assumiria o papel de diretora criativa, deixando paraoutros “as burocracias”. Este sonho acabou por se desmoronar e obrigar aestilista a uma paragem forçada que só terminou no início do verão, com aapresentação da sua nova marca, Ana by Herself.
Sobre o passado recente a criadora foi aconselhada a não falar, pois aindacorrem processos em tribunal. Ainda assim, faz questão de fazer umesclarecimento: “Existe uma grande confusão sobre este assunto que atémereceu destaque em vários jornais. Quem deve é a empresa Ana Salazar Lda. Quemdeve é a empresa ou marca e não a pessoa.”
Explicação dada, o olhar procura um novo horizonte, enquanto se curam algumasferidas: “Foi um golpe muito duro, mas tenho de pensar que recomeçar é bom.Muitas vezes sinto-me uma fénix renascida e acredito que até poderá ser melhor,ainda que reconheça que fazer uma marca com a força que a Ana Salazar tinha nomercado é um desafio muito grande.”
Sempre apoiada pela filha, Rita, e pelo “amigo especial”, como serefere a Nuno Reis, sublinhando que este a tem acompanhado “de formapermanente” e que com ele tem contado “nesta nova fase da minha vida”,a estilista, que recentemente celebrou 72 anos, garante que este regresso aotrabalho só pecou por tardio: “A minha filha manteve a loja da Avenida deRoma e as clientes passavam constantemente por lá para saber quando é queapresentava uma nova coleção. Fiquei muito sensibilizada com isso e, naverdade, já estava cansada destes anos forçosamente sabáticos. Foram momentosmuito difíceis e até a Rita insistia para que trabalhasse, porque estava aficar neurótica”, explica sorridente, acrescentando: “Não sou nem nuncafui uma mulher de ficar parada. Desde muito cedo que me habituei a ter uma vidaintensa e com muita movimentação e viagens, tanto para o estrangeiro como emPortugal, entre visitas aos fabricantes, desfiles, sessões fotográficas e tudoo que está normalmente associado ao processo criativo. Por isso, voltar atrabalhar é muito bom, pela simples razão de que é aquilo que mais gosto defazer. A moda é a minha grande paixão!”
Apesar de todos os cuidados na escolha das palavras sobre o passado recente,Ana Salazar confessa que viveu momentos muito difíceis: “Durante toda aminha vida sempre disse que ter dinheiro servia apenas para não ter que pensarnele. Hoje, existe um constrangimento grande por não ter recebido qualquerdinheiro pela transação e isso conduziu-me a uma situação muito complicada...Nem sei como me tenho aguentado”, desabafa.
Quanto ao futuro, a recém-nascida Ana by Herself promete novidades para breve,nomeadamente com a apresentação de novas parcerias e novas coleções, nas quaisas peças para homem poderão merecer um lugar de destaque.

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