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Tommy Hilfiger passeia por Lisboa com a mulher, Dee: "Sinto que estou em casa sempre que tenho a família perto"

O estilista esteve em Lisboa a comemorar os 25 anos da marca, acompanhado pela mulher e pelo filho mais novo, Sebastian Thomas, de um ano e três meses.

Joana Carreira
1 de dezembro de 2010, 19:33

Em 1969, quando distribuía roupas hippie e apenas desenhava as que vestia, ninguém diria que um dia Tommy Hilfiger, de 59 anos, se tornaria um criador com uma marca espalhada por todo o mundo. O estilista americano esteve em Lisboa e a CARAS acompanhou-o num passeio de elétrico que fez pela cidade, com a mulher, Dee Ocleppo, com quem se casou no final de 2008. O filho mais novo de Tommy, e o único desta relação, Sebastian Thomas Hilfiger, de um ano e três meses, viajou com o casal, mas neste dia ficou no hotel com a avó. Do seu primeiro casamento, com Susie Hilfiger, Tommy tem mais quatro filhos, Alexandria, Richard, Elizabeth e Kathleen, e Dee tem dois rapazes da sua união com o ex-tenista italiano Gianni Ocleppo.
No ano em que celebra os 25 anos da marca, Tommy garante que continua a ter sempre muito que fazer. Ambicioso? "Não, perfeccionista."

Tommy Hilfiger e Dee Ocleppo
Tommy Hilfiger e Dee Ocleppo
António Bernardo
- Com que impressão fica de Lisboa depois deste passeio de elétrico?
Tommy Hilfiger -
Adorei. Foi a primeira vez que estive em Portugal e Lisboa é uma cidade linda, adoro, sobretudo a parte antiga. As lojas, as pessoas parecem mais relaxadas, tranquilas. Esta viagem de elétrico foi maravilhosa, recordo-me sobretudo de um dos miradouros onde encontrámos um senhor a tocar guitarra, com aquela vista sobre o rio, muito bom!


- Começou por desenhar roupas para si e acabou por criar uma marca de renome internacional. Deve sentir um grande orgulho...
- Sinto, mas penso sempre numa forma de fazer ainda melhor. Comecei a desenhar roupas para mim próprio e nunca pensei que teria uma marca global! Quando muito, pensei que poderia ter uma marca de roupa para homens na América. Entretanto, começámos a expandir-nos por todo o mundo e aqui estamos, hoje em Portugal, amanhã em Paris, a semana passada em Copenhaga, e vamos viajando e expandindo cada vez mais. É uma marca americana clássica, mas descontraída, muito bem aceite por todo o mundo, e isso faz-me sentir bem.


Tommy Hilfiger
Tommy Hilfiger
António Bernardo
- 'Classic American Cool Brand' é como define a sua roupa...
- Certinha, mas com um toque de irreverência. Divertida, alegre, positiva, colorida, de grande qualidade e a excelente preço. E que pode ser usada por todos, homens, mulheres, crianças. Umas vezes temos um estilo mais desportivo, outras mais náutico, outras parece que estamos a sair de um campo de golfe, outras que saímos da praia, e outras ainda parece que estamos na montanha. Mudamos o tema ao longo do tempo e consoante a ocasião. Estamos muito contentes com a forma como se desenvolveu a marca, porque já ganhámos um estatuto.


- Hoje, contudo, é uma marca mais seletiva, para um grupo mais restrito de pessoas...
- Algumas são mais seletivas, porque queremos fazer roupas com melhor qualidade. Não quero ter preços baixos para que usem um dia e deitem fora no dia seguinte. Por isso, nós não somos seletivos nas pessoas, mas as pessoas são seletivas connosco. Somos uma marca
premium
, os preços são um pouco mais altos que os das marcas para grandes massas, mas não tão altos como os das marcas de luxo.


- Foi difícil o percurso?
- Sim. Não existem segredos, nem magias, apenas muito trabalho. Foi duro.


Dee Ocleppo e Tommy Hilfiger
Dee Ocleppo e Tommy Hilfiger
António Bernardo
- E ainda é? Ou neste momento a 'máquina' já funciona por si própria?
- Ainda. Sempre, aliás. Eu sou um perfeccionista, e esse é o problema. Olho para cada pormenor, cada detalhe. Tenho olho para a perfeição.


- Não sei se teve oportunidade de observar, mas que acha da forma de vestir dos portugueses?
- É igual em Portugal, como em Paris, Londres, Nova Iorque ou Japão. Não existem diferenças. E agora, com a internet, toda a gente vê tudo e segue a tendência.


- Vai ter uma jovem portuguesa a estagiar consigo por três meses. Impressionou-o o trabalho dela?
- Fiquei muito impressionado com os trabalhos desse concurso que se realizou em Portugal. Esta rapariga destacou-se de todos, porque as suas roupas eram excecionais e acredito que ela percebeu muito bem o futuro.


- Viajou para Lisboa com a sua mulher. Acredita que esta é uma cidade romântica?
- Muito romântica.


- A sua mulher acompanha-o sempre nas viagens?
-
Sim. Vai comigo para todo o lado. Não gosto nem quero fazer tudo sozinho. Esteja onde estiver, sinto que estou em casa sempre que tenho a família por perto.


- Mesmo o seu filho bebé?
- Sim. Ele é fantástico e adora viajar.


- Como é ser pai de novo nesta altura da sua vida?
- É muito engraçado. Já me tinha esquecido como era e agora estou a viver tudo de novo!


*Este texto foi escrito nos termos do novo acordo ortográfico.

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