Nas Bancas

Fátima Lopes: "Não sou de ficar parada e chorar é palavra que não faz parte do meu vocabulário"

A estilista - que se separou de Eduardo da Bernarda no início do ano - diz que se revê na força de vontade e determinação dos madeirenses reveladas ao mundo após as enxurradas.

Andreia Guerreiro
28 de abril de 2010, 10:27
Fátima Lopes
nasceu no Funchal há 45 anos, mas
"a dimensão da ilha não fazia sentido para a moda"
. Por isso, deixou a Madeira há 22 anos, e acabou por alcançar projecção internacional enquanto estilista, mais à medida dos seus sonhos e ambições. No entanto, nunca se esquece das suas raízes e da terra onde permanece grande parte da sua família. Foi por isso com angústia e tristeza que assistiu às imagens de devastação que resultaram das fortes chuvadas do dia 20 de Fevereiro. A estilista estava a ultimar os preparativos do desfile que apresentou em Paris dez dias depois e não conseguiu ir à ilha logo na altura. Fê-lo agora, oferecendo as receitas de bilheteira do desfile que organizou no Mercado dos Lavradores, contando com a solidariedade de manequins e colaboradores, que abdicaram do seu cachê para ajudar as vítimas da catástrofe.


- No final do seu desfile disse que cada vez sentia mais orgulho em ser madeirense...
Fátima Lopes -
O que a Madeira fez agora foi uma lição para o País, para o mundo inteiro. Quando tudo aconteceu, ninguém ficou a chorar e a dizer 'somos uns desgraçados, venham-nos resolver o problema', pelo contrário, arregaçaram as mangas e foram para a rua limpar. Estas pessoas têm uma força de vontade na qual me revejo. Não sou de ficar parada e chorar é coisa que não faz parte do meu vocabulário. Por isso digo que cada vez sinto mais orgulho em ser madeirense.


- Diz que não é pessoa de ficar a chorar. Há pouco tempo divorciou-se e está aqui divertida, cheia de energia...
-
Fui eu quem quis o divórcio!


Fátima Lopes
Fátima Lopes
Mike Sergeant
- Mas um divórcio é sempre uma situação complicada...
-
Da mesma forma que mudo de país rapidamente, também mudo de casa, e eu até gosto das mudanças, é giro. Casa nova, decoração nova. [risos]


- Não a incomoda estar sozinha em casa?
-
Sou muito independente. Mesmo quando estava casada, passava muito tempo fora, a viajar, a planear e a preparar desfiles, portanto, nunca fui daquelas pessoas que sai às seis da tarde e vai para casa. Não tenho horários. Além disso, gosto de estar sozinha.


- Isso poderá não favorecer um novo relacionamento...
-
Acho que há um tempo para tudo, e faz falta estar sozinha. Tive três grandes relações: uma quando era muito jovem, aos 16 anos, que durou quase seis anos; depois cinco anos de namoro mais cinco de casamento; agora passei oito anos com o Eduardo. Nestes intervalos, passei muito tempo sozinha. Acho que faz falta gozar a vida de solteira. Agora até tenho a sensação de que estive a vida toda casada, é tempo de mais. Faz-me bem divertir-me com amigas, acho que faz bem a toda a gente, aos homens também. Se calhar, as mulheres que conheço têm mais feitio para ir à luta sozinhas do que os homens. Os homens têm mais necessidade de estar sempre acompanhados.




Siga a CARAS no
e no
!

Comentários

ATENÇÃO: ESTE É UM ESPAÇO PÚBLICO E MODERADO. Não forneça os seus dados pessoais (como telefone ou morada) nem utilize linguagem imprópria.

Nas Bancas

Newsletters

Receba grátis no seu email as notícias, as últimas caras!

Caras Nas Redes

Mais na Caras