Nas Bancas

Na ilha da CARAS, Jesus Luz recorda o primeiro contacto com Madonna: "Foram duas energias que se encontraram"

É modelo, DJ, brasileiro, e o seu nome foi catapultado para a fama quando o seu romance com a rainha da 'pop' se tornou público.

Andreia Guerreiro
26 de fevereiro de 2010, 10:25


FOTOS:
Selmy Yassuda/Artemisia Fot. e Comunicação


Recuemos à manhã de dia 17 de Dezembro de 2008 no Hotel Glória, Rio de Janeiro.
Jesus Luz
esperava por mais uma sessão de fotos da sua carreira de modelo iniciada aos 16 anos. O trabalho poderia ser apenas mais um, salvo um 'pequeno' detalhe: ia posar ao lado da rainha da
pop
,
Madonna
, para a revista
W
, num trabalho do fotógrafo de moda americano
Steven Klein
. A produção, com pouca roupa e muita ousadia, gerou uma química inegável entre o modelo carioca e a diva americana.


Depois dos
flashes
, que só terminaram às 23h00, a sua vida nunca mais foi a mesma.
"Representou o começo de tudo e, sem dúvida, foram as fotos que mais gostei de fazer. Por causa de Madonna, que admiro muito, pelo Steven, um génio, e pela própria publicação, reconhecida mundialmente. Haverá quem diga que tudo o que aconteceu se deve ao acaso, que foi uma coincidência ou pura questão de sorte. Não penso assim. Acredito na força da atracção das pessoas. Ali, foram duas energias que se encontraram, duas mentes que se ligaram"
, contou Jesus. Terá sido nessa altura que o modelo e a cantora começaram a namorar, embora o romance só se tenha tornado público uns meses depois.


Nesta entrevista dada à CARAS Brasil, o modelo e DJ, de 23 anos, preferiu não falar da sua paixão por Madonna, de 51, mas deixou perceber que considera a diva da
pop
uma mulher inteligente e acha que a adopção de crianças é uma das atitudes mais nobres que alguém pode ter, elogiando desta forma a namorada, que, recorde-se, tem, além dos filhos biológicos
Lourdes Maria
e
Rocco
, dois filhos adoptados,
David
e
Mercy James
. Contrariando os rumores de separação, Madonna assistiu ao lado de Jesus Luz aos desfiles de Carnaval no Rio de Janeiro.


- Sempre foi confiante?
Jesus Luz -
Não, e ainda hoje tenho as minhas inseguranças. A autoconfiança precisa de ser renovada e trabalhada constantemente. Por isso, procuro entender-me melhor, descobrir-me e aprender a maneira correcta de viver. Isso, aos poucos, vai fortalecendo a pessoa. Mas, claro, há momentos em que sinto receios e acho que sou incapaz. O que poucos sabem é que sou tímido e que às vezes, por isso, passo a impressão de ser arrogante.


- Acha-se bonito?
-
Nem sempre. Em criança era bem esquisitinho. A aparência franzina e os olhos esbugalhados eram motivo de piada no colégio. Nessa altura chamavam-me 'tampinha', por ser o mais baixo da turma. Hoje tenho 1,81m. Nunca fiquei aborrecido com as brincadeiras que faziam, pelo contrário, gostava da atenção que isso trazia.


- Quando é que percebeu que a sua carreira tinha dado um salto?
-
A meio de 2009. Quando vi que tinha feito campanhas como a Dolce & Gabbana, pensei: "Caramba, já tenho história para contar." Mas demorei a perceber que o meu trabalho estava fluindo.


- Que sonhos materiais já conseguiu realizar?
-
Sempre quis ter o meu equipamento de música, montar um estúdio e comprar aparelhos de produção. Quando consegui realizar esse sonho, foi uma grande satisfação. Mas nunca almejei muito. Ter milhões de dólares, por exemplo, não me passava pela cabeça. Mas sonho um dia poder ter uma ilha, quem sabe... E ir ao Egipto.


- Como é o dia-a-dia em Nova Iorque?
-
Acordo, faço exercício físico, vou para o estúdio e dou atenção aos que estão a trabalhar pela minha carreira. Tento manter uma rotina saudável. Gosto de nadar, andar de skate, jet ski, correr, praticar musculação, mas nem sempre a carreira de DJ permite isso. Devido à correria da minha vida, é fundamental ter também momentos para relaxar. À noite, gosto de reduzir a luz do quarto, deixar só uma vela acesa e meditar. Nova Iorque tem uma energia electrizante. Por isso, encontro sempre uma forma de aliviar as tensões, ter uma válvula de escape no meio da agitação.


- Tem alguma religião?
-
Não. Acredito num único Deus. Tento buscá-lo e conectar-me com a espiritualidade. Leio a Bíblia, livros de espiritismo... Seja qual for a crença, é importante acreditar numa força maior.


- Quer voltar ao Brasil?
-
Para ser sincero, agora considero-me um cidadão do mundo. Este ano que passou estive em muitos lugares diferentes, sempre a viajar. Neste momento, nem sinto que moro em Nova Iorque, mas sim que passo a maior parte do tempo lá. Volta e meia, estou aqui pelo Brasil ou noutro país. Hoje em dia, é muito difícil dizer onde é a minha casa.


- Ser pai é um desejo?
-
É. E seria, certamente, a grande experiência da minha vida, a maior realização. Mas sei como isso muda toda uma rotina e hoje não poderia dedicar toda a minha atenção a uma criança. Não vejo a paternidade como um acto impulsivo. Ter um filho é o maior acontecimento que pode ocorrer a um ser humano. É algo que terá que ser bem pensado, planeado com antecedência. Neste momento, não reúno essas condições.


- E a adopção faz parte das suas vontades também?
-
Claro, se tiver condições. Essa é uma das atitudes mais nobres que alguém pode ter. É uma troca intensa. Ao mesmo tempo que os pais dão uma nova oportunidade a uma criança, ela traz felicidade a essa família. É uma pessoa que não tem o nosso sangue, mas o amor, mesmo assim, é criado.


- É um bom namorado?
-
Gosto de escrever palavras bonitas e tocar no coração de quem amo. Sou transparente. Joguinhos são perda de tempo. Afinal, se estamos com uma pessoa com quem temos afinidades, haverá harmonia. O problema é quando nos envolvemos com alguém que cria mil armadilhas na relação e quer confundir a nossa cabeça. Mas adoro enviar flores, jantar à luz das velas. E também abro a porta do carro, puxo a cadeira... Tento ser atencioso. O romantismo deveria ser considerado trivial para as pessoas que amam.


- Qual a qualidade que mais o atrai numa mulher?
-
Pode parecer hipocrisia, mas é a inteligência. Gosto muito da mulher que cuida da alma, que tem o lado espiritual forte e que esteja conectada com o universo à sua volta. Não me interessaria por uma mulher só por ser bonita. É lógico que a beleza me atrai, mas, definitivamente, não é primordial.




Siga a CARAS no
e no
!

Comentários

ATENÇÃO: ESTE É UM ESPAÇO PÚBLICO E MODERADO. Não forneça os seus dados pessoais (como telefone ou morada) nem utilize linguagem imprópria.

Nas Bancas

Newsletters

Receba grátis no seu email as notícias, as últimas caras!

Caras Nas Redes

Mais na Caras