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Nayma Mingas: "Sou uma mulher cheia de força"

A manequim dá voz à nova princesa da Disney e realiza um dos seus sonhos mais antigos.

Andreia Guerreiro
1 de fevereiro de 2010, 13:36

Participar num filme da Disney era um sonho antigo de Nayma Mingas. Chegou finalmente a oportunidade e a manequim, produtora e empresária deu o seu melhor para interpretar as canções da princesa Tiana no filme A Princesa e o Sapo. Oriunda de uma família de músicos, a manequim não esconde a vontade de se aventurar nesse meio, o que não surpreende agora que se confirmou o seu talento para cantar.
Apesar de ser muito empenhada nas suas múltiplas carreiras, Nayma não abdica do tempo de qualidade que passa ao lado da família e, em particular, ao lado do marido, o jornalista Luís Costa Branco, que aceitou recentemente uma proposta profissional em Angola, terra natal da manequim.
Dias antes da estreia do filme, a CARAS conversou com Nayma sobre sonhos, concretizações e os sentimentos que a tornam uma mulher plenamente realizada.

- Participar num filme da Disney era um sonho?
Nayma -
Sim, sempre foi. Lembro-me de que a determinada altura andei à procura dos responsáveis pelas dobragens dos filmes em Portugal. Tive a sorte de me terem convidado para fazer este casting e foi uma angústia durante três semanas até ter a resposta. Ligava para o meu agente todos os dias! Quando consegui o papel, fiquei histérica e superfeliz.

- E divertiu-se?
-
Sim. Primeiro, faço parte de uma história muito bonita. Não há ninguém que tenha crescido sem ver os filmes da Disney. Eu tenho todos os filmes em casa, não preciso de crianças para os ver. Sempre que me junto com a minha família, cantamos, e as músicas da Disney vêm sempre à baila. Venho de uma família de músicos e fazer parte deste universo foi das melhores coisas que me aconteceram a nível profissional.

Nayma com a irmã, Katila, e a sobrinha, Ana Patrícia
Nayma com a irmã, Katila, e a sobrinha, Ana Patrícia
Nuno Miguel Sousa
- Descobriu uma nova vocação?
-
Não sei, vou ficar à espera da reacção das pessoas... O meu pai e o meu padrinho são músicos, o meu avô também era... No dia de estreia, vou ficar a tremer, porque a opinião deles é mais importante. Muitos dos meus amigos que sabem que gosto de cantar dizem que deveria fazê-lo a sério.


- Vê-se a trabalhar nessa área?
-
Sim, o meu maior vício é a música. Se entrassem na minha casa, não iriam acreditar na quantidade de discos que tenho! Vivo com a música consoante o meu estado de espírito. Imagino-me sem moda, sem muitas coisas, mas sem música está fora de questão.


- Interpreta uma personagem forte e empenhada em realizar os seus sonhos. Identifica-se com ela?
-
Sim, um bocado. Quando temos um sonho e a possibilidade de o realizar, não nos podemos esconder nem arranjar desculpas. As coisas acontecem no tempo certo. Não digo que não tinha pensado em cantar antes, mas na altura não daria certo, estava demasiado envolvida na moda. E quando temos essas oportunidades, temos de as agarrar. E arrisco.


- Mas consegue manter o equilíbrio no meio de tantas concretizações?
-
Às vezes sinto-me um bocadinho esgotada, cansada, mas costumo dizer que tenho até aos 45 anos para realizar todos os meus sonhos. Depois disso, já não faço mais nada. Todos os dias invento coisas para fazer. Nunca estou satisfeita e tenho esse defeito. Penso em muitas coisas ao mesmo tempo e se tenho a possibilidade de as concretizar, avanço.


- E consegue ainda tempo para estar com o seu marido, a família, os amigos?
-
Consigo. Muitas vezes estou simultaneamente a trabalhar, mas tenho a preocupação de que eles percebam que não estou ali a fazer um favor.


Nayma
Nayma
Nuno Miguel Sousa
- Mas acredito que a opção do seu marido em ir trabalhar para Angola tenha facilitado esse tempo de qualidade...
-
Não. A opção do Luís foi dele e foi profissional. Foi uma boa proposta de trabalho que lhe fizeram. Ele perguntou-me o que é que eu achava, e eu disse que sim. Se é boa e ele gosta, por mim não há problema nenhum.


- E ele adaptou-se bem a Angola?
-
Ele já conhecia muito bem o país e não lhe custou nada a adaptação a Luanda. Nós, angolanos, somos bons a receber, sabemos agarrar nas pessoas, mimá-las e cuidar bem delas. Somos um povo muito orgulhoso. Gostamos de nós, daquilo que somos, com os nossos defeitos e qualidades. Sou muito angolana. E provavelmente se não fosse angolana não tinha a força que tenho. Sou uma mulher cheia de força.


- Já disse que ser mãe é algo que vai acontecer naturalmente. Já sente essa vontade?
-
Sim, quero ser mãe, como acredito que todas as mulheres gostariam. Há quem opte por não ter filhos por uma questão profissional, por exemplo, e acho mais interessante uma mulher que assuma essa opção do que aquelas que ficam a arrastar o discurso. Digo sempre que quando acontecer, aconteceu. Felizmente a minha vida profissional permite-me ser mãe. Se fosse há dez anos, diria logo que era cedo.

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