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Nuno Gama partilha: "Habituei-me a ver o trabalho como a minha vida"

Nuno Gama foi um dos estilistas escolhidos pelo hotel Santa Eulália para emprestar o seu nome a um coquetel. Esta iniciativa foi a ocasião ideal para Nuno falar sobre as paixões da sua vida.

Andreia Guerreiro
17 de agosto de 2009, 10:36

Com 20 anos de carreira, é natural que Nuno Gama se tenha tornado um dos estilistas portugueses mais conhecidos e admirados. Por isso mesmo, o Grande Real Santa Eulália Resort & Hotel Spa, em Albufeira, convidou-o a escolher os ingredientes para um coquetel com o seu nome. Criativo, o estilista optou por uma combinação de vodka Mandarine, vodka Grey Goose, xarope de acúçar, sumo de lima, mandarine Marie Brizard e tangerina, uma mistura que revela bastante sobre a sua personalidade, como partilhou com a CARAS durante um fim-de-semana de descanso no Algarve: "Penso que este coquetel é algo agridoce, tem sabores doces que se misturam com a vodka, que é muito forte. E o mandarine refere-se à minha paixão pelo Oriente."

Aos 43 anos, Nuno admite que o trabalho continua a ser a sua grande prioridade, uma escolha que tem obrigado a sacrifícios pessoais, como estar longe da família: "Habituei-me a ver o trabalho como a minha vida. No dia-a-dia vivo muito para o meu lado profissional. Tenho sempre a sensação de que tenho muitas coisas para fazer. E acho que isso me torna um bocadinho menos presente do que aquilo que gostaria. Quase todos os dias tenho saudades da minha família. Mas não me culpo por isso. Tento equilibrar as coisas. E sempre que estou com as pessoas de quem gosto, tento aproveitar ao máximo."

Apesar de ter vários anos de experiência, o estilista confessa que ainda sente um nervoso miudinho sempre que começa um novo trabalho: "Ter 20 anos de carreira é uma grande responsabilidade e isso exerce grande pressão sobre mim. Sempre que começo uma colecção, sofro de um ataque de pânico, mas depois de começar a desenhar, os medos desaparecem. Continuo a ter o sonho de tornar a marca Nuno Gama reconhecida internacionalmente, mas não faço planos. Habituei-me a ser um joguete da vida e encaro isso como uma coisa muito positiva."

O trabalho pode ser a sua grande paixão, mas o estilista tem descoberto outros pequenos prazeres que tornam o dia-a-dia especial: "É na cozinha que relaxo, é lá que 'pico a vida'. É o meu tratamento anti-stresse."

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