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Viagens: Marvão

Branca, bela e altiva.

CARAS
10 de dezembro de 2016, 17:00

Empoleirada sobre abruptos penhascos a 860 m de altitude, na Serra do Sapoio – que faz parte do Parque Natural da Serra de São Mamede –, e protegida pela sua robusta linha de muralhas, a vila de Marvão parece ter sido abençoada por um sortilégio que a fez parar num tempo bem distante e permanecer eternamente jovem e bela. Uma beleza que envaidece os seus escassos habitantes (hoje não chegam a 500), que ano após ano continuam a maquilhar de imaculada cal o casario secular.
Assim que terminamos a subida da serpenteante estrada nacional que liga a Portagem a Marvão – que, com a sua moldura de castanheiros, só por si vale o passeio –, e franqueamos a Porta da Vila, somos arrastados num tropel que nos leva ora até aos finais do séc. IX, quando o árabe Ibn Maruán (a que a vila deverá o nome) percebeu o potencial defensivo deste posto alcantilado, ora à Reconquista cristã, ainda no reinado de D. Afonso Henriques, ora ao tempo em que, fugidos das fogueiras da Inquisição, muitos judeus sefarditas encontraram refúgio neste altivo ninho de águias. De onde se avista, a 360˚, uma paisagem de cortar a respiração.
A NÃO ESQUECER:
Como chegar: De Lisboa, seguir pela A1 até à saída da A23. Aqui, seguir na direção de Abrantes. Seguir pelo IP2 na direção de Portalegre, sair em Alpalhão e aqui seguir pela EN246 até Castelo de Vide e depois pela N359-6 até Marvão.
Onde ficar: A Pousada de Santa Maria de Marvão é acolhedora e proporciona vistas fantásticas.
A não perder: A descoberta, a pé, de todos os encantadores recantos desta vila medieval, o castelo, a cidade romana de Ammaia, as Caleiras da Escusa.

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