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Arganil: Em comunhão com a natureza

A vila situa-se no distrito de Coimbra.

Fernando Brandão
14 de fevereiro de 2016, 17:00

Mal a vila aparece no fundo do vale entre as serras, o verde da natureza mistura-se com o branco do casario, e Arganil parece embalada pelas águas calmas do Rio Alva, que corre refrescante até ao Mondego. A terra foi fundada pelos romanos e o Museu Etnográfico situado no centro da vila assim o parece demonstrar, exibindo pelos salões vestígios dessa e de outras eras, retirados com primor do Castro da Lomba do Canho, a cinco minutos do centro, onde ainda há vestígios das escavações.
Arganil é uma vila típica do centro de Portugal, com ruas estreitas, prédios conservados e decorada com pequenos vasos que fornecem apontamentos de cor a quem passeia, e o concelho de Arganil oferece inúmeros tesouros. A vila de Côja, por exemplo, é uma paragem obri­gatória. Cruzada pelo Alva, exibe com orgulho casas senhoriais e um encanto singelo, com ruas que serpenteiam pelo casario, sempre com o verde da floresta a colorir a paisagem. Ali pode retemperar forças com uma broa de batata antes de subir a serra em direção à joia da coroa do concelho, a aldeia do Piódão.
Pelo caminho detenha-se na povoação de Benfeita, percorra as ruas à volta da fria ribeira e aprecie o engenho dos artesãos locais, que esculpem colheres de pau tradicionais. Logo ao lado embre­nhe-se pelos caminhos quase selvagens da Mata da Margaraça, em direção às quedas de água da Fraga da Pena. No alto da serra deslumbre-se com a vista, bem como com a frescura dos cursos de água que rompem entre as árvores. E prepare-se para a exclamação total quando Piódão aparecer numa curva. Toda feita em xisto, com a igreja em branco e azul a marcar a paisagem, é uma das mais típicas e tradicionais aldeias nacionais, encontrando-se perfeitamente restaurada e plena de recantos, escadinhas e sabores para descobrir. A praia fluvial, aos pés do casario, é o ponto mais refrescante de qualquer viagem.
A NÃO ESQUECER:
Como chegar: A partir da A1, seguir na direção do IP3 e depois pelo IC7 até à Moita da Serra.
Onde ficar: O Inatel Piódão Hotel, de frente para a aldeia, possibilita vistas fantásticas sobre o casario, em especial a partir da piscina aquecida no interior.
Onde comer: O Lagar do Alva, em Côja. Na margem direita do Rio Alva, junto a um refrescante caneiro, dedica-se a servir pratos regionais, como chanfana, cabrito e tigelada.

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