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Nazaré: Praia e tradição ao ritmo do surfe

Trata-se de uma das praias mais típicas de Portugal. 

Gabriel Mendes
31 de agosto de 2014, 15:00

Toda a gente tem uma “praia da sua vida”, que lhe faz lembrar a infância e pela qual nutre um carinho especial. A minha é a da Nazaré, hoje uma praia da moda, sobretudo desde que as ondas passaram a ser (e bem) marketing para atrair surfistas, e não só.
Na memória ainda tenho o cheiro da bolacha americana vendida no areal, o som do “é fruta’ó chocolate! olh’ó gelado…!”, a visão dos coloridos barcos de madeira a chegar da faina, o paladar da sardinha assada na brasa, a sensação de tocar na areia grossa a escaldar, o pano dos toldos, a água fria e salgada. Eu, como a maioria dos visitantes desta que é uma das mais típicas praias de Portugal, ficava alojado numa das casas que os nazarenos alugam no verão, num verdadeiro festival de “rooms, chambres, zimmer!” pelas ruas.
Não faltam motivos de interesse a este pequeno município do Oeste: as sete saias das nazarenas, o peixe a secar ao sol em estacas junto à marginal, os bonecos e pequenos barcos típicos que se vendem nas lojas, o promontório, as tascas e bares do centro histórico, os novos hotéis e restaurantes junto ao porto de abrigo, as cada vez mais concorridas festas de passagem de ano e de Carnaval, o Forte de São Miguel, os monumentos na zona da Pederneira (Paços do Concelho, Pelourinho, Igreja Matriz e Igreja da Misericórdia), as touradas, a Ermida da Memória, no Sítio, e, claro, o famoso Elevador da Nazaré, funicular de 1889 que liga a Nazaré ao Sítio.
Depois, há a Praia do Norte, conhecida agora (quiçá no mundo inteiro) graças à onda surfada por Garrett McNamara, e a praia da Nazaré em si. As ondas aqui são especialmente opulentas, devido ao Canhão da Nazaré, um desfiladeiro submarino que se inicia nas profundezas do oceano e termina a apenas 500 metros da costa nazarena.
Quem vai à praia da Nazaré já sabe que pode contar com boas ondas. Ainda hoje continuo a não as dispensar. Porque as “praias da nossa vida” são isso mesmo: para toda a vida.
A NÃO ESQUECER:
Como chegar: Há autocarros das principais cidades. O comboio (estação de Valado dos Frades) é uma opção menos usada, devido à pouca frequência. O melhor é ir de carro, pela A8. Atenção, que estacionar no centro da vila é praticamente impossível durante o verão.
Onde comer: Nos pequenos restaurantes junto à marginal come-se o melhor peixe grelhado e a famosa caldeirada nazarena. Na Praça Sousa Oliveira encontram-se os estabelecimentos mais turísticos e junto ao porto de abrigo os mais contemporâneos. A escolha é sua.

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