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Espanha: Mérida

A capital romana da Extremadura.

Gabriel Mendes
20 de outubro de 2013, 15:00

É na altura que todos parecem rumar à praia ou em busca de destinos que tragam uma pitada de tropicalidade ao verão que se podem descobrir verdadei­ros achados no interior, e com a benesse de uma tranquilidade assegurada. É o caso de Mérida, uma cidade há muito descoberta pelas rotas do turismo histórico, mas desconhecida para uma grande parte dos portugueses. À partida, uma outra vantagem: a proximidade. A capital da Comunidade Autónoma da Extremadura está a poucas dezenas de quilómetros da fronteira portuguesa, a um passo de Badajoz.
Atravessada pelo rio Guadiana, Mérida era a antiga capital romana da Lusitânia, nesses tempos denominada Emerita Augusta. Esse estatuto deixou um importante legado na cidade, reconhecido, aliás, pela UNESCO, que a classificou de Património da Humanidade. Dessa herança são incontornáveis três verdadeiros ex-líbris: um anfiteatro, uma pon­te e um aqueduto. O anfiteatro romano é o local mais visitado da cidade e a sua imponência marca quem o visita. Continua a ser palco de vários espetáculos e um excelente exemplo de preservação de património. A ponte romana é um marco da cidade: é a mais longa ponte romana existente no mundo (721 metros) e o local ideal para um passeio ao final da tarde. Já o Aqueduto de Los Milagros, também ele romano, impressiona pelos seus 25 metros de altura e construção em três níveis, além dos seus fotogénicos habitantes: as cegonhas, ali presentes às dezenas.
Após uma visita aos três monumentos essenciais, Mérida oferece ainda um leque variado de outros pontos de interesse, como a Catedral de Santa Maria Maior, o Circus Maximus, o Forte de Alcazaba e o Museu Nacional de Arte Romana, além de aprazíveis jardins públicos e pequenas praças e ruelas de genuína tipicidade estremenha.
No final, reserve tempo para as afamadas tapas e bocadillos numa das inúmeras tascas e restaurantes de Mérida.

A NÃO ESQUECER:
Como chegar: A melhor opção para chegar a Mérida é de carro, através da portuguesa A6 e depois pela espanhola A-5. Há autocarros e comboios de Badajoz, Sevilha, Cáceres ou Madrid.
Quando visitar: O clima é mediterrânico e o verão é típico da Extremadura, geralmente muito quente e seco, mas por vezes com dias mais amenos, ideais para visitar a cidade.
Onde dormir: A oferta é variada, de hotéis de cidade a hotéis ‘boutique’, pousadas, albergues e turismos de habitação. Opte por um alojamento no centro histórico ou uma casa nas aldeias circundantes para uma experiência mais gratificante.

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