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Índia: Jodphur

A cidade azul.

Gabriel Mendes
11 de novembro de 2012, 14:00

O cliché é sobejamente conhecido: ou se adora ou se detesta a Índia. A verdade é que as paisagens são, no geral, algo monótonas, as cidades são caóticas e sujas, assim como o sistema de transportes, as estradas são das mais perigosas do mundo e nas ruas o passatempo favorito dos locais é impingir aos turistas todo o tipo de bugigangas e serviços, muitas das vezes apenas com o intuito de extorquir o máximo de dinheiro que conseguirem.
Por que razão, então, tantos turistas rumam até lá? É aqui que entra o segundo cliché: a Índia vale a pena pelo seu povo e pela sua cultura milenar. É no simples deambular pelas ruas, sem destino traçado, que surgem as melhores experiências e se percebe como vivem os indianos. Algumas das ruas mais pitorescas podem ser descobertas em Jodphur, a segunda maior cidade do Rajastão.
Jodphur é conhecida como a cidade azul, um epíteto claramente exagerado, já que apenas o labiríntico bairro central é marcadamente dominado pelo azul forte que pinta a maioria das casas dos rajistanis, um povo ancestral de grande abertura perante os turistas. Não será de surpreender se alguém lhe abrir a porta de casa para tomar um masala chai (chá ligeiramente picante) e comer chapati (pão indiano)!
O ex-líbris da cidade é o Forte Mehrangarh, um dos maiores de todo o país, cenário de vários fil­mes de Bollywood e Hollywood. Igualmente imperdível é o vibrante mercado de Sadar e a sua torre do relógio (Ghanta Ghar) e o majestoso palácio do Marajá (Umaid Bhakan). Entre cada destino, passeie pelas ruelas, onde se misturam todo o tipo de veículos com vacas, camelos, macacos e até elefantes.

A NÃO ESQUECER:
Como chegar: Não existem voos diretos de Portugal, mas a oferta é grande a partir das principais capitais europeias.
Onde ficar: O bairro azul está cheio de ‘hostels’ e ‘guesthouses’, a maioria bastante simples e pouco tranquilos. Entre os melhores hotéis, destaque para o Maid Bhawan Palace, no palácio do Marajá.
Onde comer: Se não quiser arriscar a comida de rua, o melhor são os hotéis, onde a oferta é mais variada e a pensar no turista. O restaurante On the Rocks tem um ambiente romântico e refeições dignas de um marajá.

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