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Bali: Templo de cultura e surfe

Onde antigamente existia apenas uma escassa vila piscatória, hoje há uma comunidade moderna e desenvolvida.

Pedro Amante
2 de junho de 2009, 18:31

Há quem venha pelo surfe, pela paisagem ou por razões espirituais. Bali é o principal destino turístico da Indonésia, bem conhecido pelas suas ondas, pela rica cultura, pelas cores e pelos sabores que convidam à descoberta.

Antes da chegada dos hippies e dos surfistas australianos, nos anos 60 e 70, o surfe não fazia parte da tradição local, pois os balineses, acreditando que o mar se encontra repleto de seres maléficos, preferiram viver nas montanhas, rodeados pelos bons espíritos. Actualmente, surfistas do mundo inteiro acorrem a este pequeno paraíso pela experiência que é "surfar" nas suas águas.

Bali proporciona ainda boas condições para outro tipo de desportos. Os vulcões convidam os praticantes de escalada e trekking a aventurar-se nas suas crateras. E como a ilha se encontra rodeada por barreiras de coral, as suas águas mornas e transparentes são óptimas para a prática de mergulho e snorkeling.

Denpansar é a capital e a maior cidade de Bali. A minha visita começa no mercado, em regra o local por onde tudo passa, onde há mais vida e onde se conseguem excelentes fotografias. O mercado diário - o Pasar Badung - tem de tudo um pouco: de tecidos e especiarias a frutas e legumes. Mais tarde, vou descobrir o mercado nocturno de Kumbasari. Resolvo também explorar o Templo de Pura Jagannatha e o Museu de Bali, guardião da cultura balinesa, e o Templo de Pura Besakih, o mais importante de Bali, situado na encosta do monte Agung. Este magnífico complexo, composto por vários elementos, resistiu à fúria de uma série de erupções do Agung na década de 60, razão pela qual os habitantes locais o consideram miraculoso.

Os balineses são um povo humilde e simples, mas sempre de sorriso estampado no rosto. Sem pressas, têm aberto as portas ao exigente mundo moderno e à constante procura de experiências exóticas, sem esquecer a riqueza das tradições e de uma cultura matizada, legada pelos dançarinos, pintores, escultores e vários tipos de artistas que contribuíram para a formação cultural da ilha.

Bali é a única ilha da Indonésia que não é predominantemente muçulmana, acolhendo a quase totalidade da população hindu do país. A fusão com o budismo resulta numa energia especial, um ambiente místico e apaziguante que conquista aqueles que procuram aventura como os que apenas desejam relaxar. Aqui, a religião é sinónimo de diversão, havendo templos para todos os deuses e celebrações com cânticos, danças e lutas de galos.

Como ir: De avião, através da KLM (via Amsterdão) ou pela Lufthansa (via Frankfurt) até Singapura, depois através da Garuda ou da Singapura Airlines até Bali (Denpansar). A Tap também voa para Singapura, via Zurique.

A não perder: Templo de Pura Jaganatha; mercado nocturno em Kumbasari; Pasar Badung; Besakih (no monte Agung).

Idioma: A língua oficial é o Bahasa, mas as pessoas também falam o dialecto local balinês.

Moeda: Rupia indonésia
(1 euro são cerca de 10 mil rupias).

Informações úteis: É necessário visto e passaporte com validade superior
a seis meses.

Clima: Seco de Abril a Novembro e chuvoso de Dezembro a Março.

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