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Motores: Ao volante do Peugeot RCZ R

Conduzimos o modelo de série mais potente da história da marca francesa

Luís Cáceres Monteiro
12 de maio de 2014, 23:40

O Peugeot RCZ R é o modelo de série mais potente da história da marca francesa. Atualmente é vendido em mais de 70 países.

Apresentado oficialmente no salão internacional de Frankfurt, em 2007, este desportivo ganhou gradualmente o seu espaço. O design é original e a relação preço/equipamento é muito interessante. A primeira geração ganhou fama graças a um motor 1.6 Turbo High Pressure (THP) de injeção direta a gasolina com 165 CV de potência, desenvolvido em parceria com a BMW.
Em 2011 é eleito desportivo do ano em Portugal pelo júri do troféu Carro do Ano / Troféu Essilor Volante de Cristal, que fica rendido aos atributos do modelo com o motor 1.6 THP de 200 CV. Concebido para conjugar elegância e desempenho dinâmico em estrada, o RCZ R é a novidade mais recente deste modelo. O temperamento é nervoso q.b. O monograma exclusivo 'R' encontra-se presente em diferentes locais, grelha dianteira, na traseira, embaladeiras das portas. A altura foi reduzida em 10 mm, as jantes são de 19 polegadas, os blocos de travão dianteiros vermelhos de grandes dimensões, o RCZ R expõe vários elementos com a assinatura Peugeot Sport.
Um, dois, esquerdo, direito! Estica a barriga, encolhe o peito!

Entrar a bordo RCZ-R obriga-nos a fazer alguma ginástica. Dependendo da estatura do condutor, convêm regular as autênticas baquets de competição para encontrar a posição mais baixa dos bancos antes de entrar e sair do carro. Como sabemos, o exercício físico faz bem à saúde.

O interior do habitáculo é bonito, sem ser deslumbrante. O volante, os pedais, a manete da caixa, tudo personalizado. Sempre gostei da forma simples e intuitiva como é feita a ligação Bluetooth ao telefone. Rápido, sem ser necessário tirar um curso multimédia. Nota negativa, na minha opinião, para o ecrã do sistema de navegação. O RCZ R merecia um ecrã com um design mais requintado e atual. Os dois lugares da frente são impecáveis, os dois bancos traseiros... nem por isso. Aconselho apenas o transporte de crianças até 1,50 m de altura ou adultos de baixa estatura, apenas em percursos curtos e a velocidade moderada. Sentado junto ao solo, o esforço inicial é recompensado pelo som rouco do motor 1.6 THP a gasolina com 270 CV e 330 Nm de binário. A velocidade máxima anunciada é de 250 km/h, limitados eletronicamente. A aceleração dos 0 a 100 km/h é feita em 5,9 segundos. O RCZ R dispõe de um diferencial mecânico Torsen e de uma caixa manual de seis velocidades.
Escolhi um percurso de condução misto com passagem pelo Cabo da Roca, alguma autoestrada e curvas com o piso mais irregular na Lagoa Azul, em Sintra. O local escolhido para as fotos é, claro, o autódromo do Estoril.
Gostei bastante do comportamento em curva. O leão "rosna" sempre que acelero de forma mais firme, Tudo acontece de forma controlada. Fiquei agradavelmente surpreendido pelos consumos que consegui fazer ao volante deste coupé-desportivo, média de 10 l/100km. Um valor muito aceitável para um carro com estas características. O amplo aileron traseiro é fixo neste modelo. O perfil é muito desportivo e o carro dá nas vistas por onde passa. O RCZ mais barato com o motor 1.6 THP de 156 CV custa 31.680 euros. O RCZ R com o motor a gasolina de 270 CV vale 44.580 euros.

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