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Motores: Ao volante do Hyundai Veloster

Um coupé desportivo com uma porta no lado do condutor e duas no lado do passageiro. Um automóvel incapaz de passar despercebido.

7 de setembro de 2012, 00:48

Ousado, irrevetente, atrevido, acima de tudo, diferente! São vários os adjetivos que cabem numa possível descrição do Hyundai Veloster. Porém, não é fácil defini-lo de forma clara e objetiva. Não tenho grandes dúvidas de que estamos perante um automóvel que divide opiniões, mas que é incapaz de passar despercebido e serão poucos os que lhe ficam indiferentes. À primeira vista, o Veloster é um coupé de silhueta marcadamente desportiva, com uma frente agressiva e imponente. Isso se o observarmos do lado do condutor, pois do lado do passageiro trata-se de um pequeno familiar de três portas. Confuso? Na verdade, o que mais chama a atenção neste carro é a distribuição assimétrica das suas portas: uma do lado do condutor, de grandes dimensões e que nos permite aceder facilmente ao interior do carro, e duas do lado do passageiro, a da frente mais pequena do que a do lado esquerdo e a de trás com o puxador oculto, que permite um bom acesso aos lugares traseiros. Esta opção facilita-nos, por exemplo, a instalação de cadeiras para o transporte de crianças.

A nível de estilo, o Veloster destaca-se também pela grande porta da bagageira, que oferece 320 litros de capacidade, duplo escape cromado de desenho hexagonal e posicionado ao centro e o opcional teto panorâmico.
Olhando mais em pormenor para o habitáculo, salta à vista o estilo coupé do Veloster, com dois bons lugares à frente e espaço aceitável atrás para que dois adultos viajem de forma cómoda. Não existe lugar central, sendo substituído pelo apoio de braços e porta-copos. O tablier mantém a linha da marca e é bastante completo a nível de comandos. Convém realçar que o Veloster vem muito bem equipado ao nível de sistemas de ajuda à condução, informação e navegação. Como opção, o Veloster pode vir com a sempre útil câmara de estacionamento traseira. Os materiais são de boa qualidade com vários pormenores em cromado que fazem um agradável contraste com os tons escuros dos estofos. A nível geral, o Veloster apresenta um interior agradável e acolhedor, onde também salta à vista o ecrã tátil central de generosas dimensões.
Em Portugal, o Veloster está disponível em apenas uma motorização a gasolina, 1.6 GDI de 140 cv, que pode vir equipada com caixa manual ou automática de seis velocidades. Sinceramente, e tendo em conta, o seu design desportivo, esperava um carro mais nervoso, mas percebe-se que neste ponto mandou a poupança de combustível, até porque este Veloster não esconde a inscrição Blue Drive e vem equipado com o sistema stop/start. Ainda assim, permite atingir uma velocidade máxima de 200 km/h e acelera dos 0 aos 100 km/h em 9,7 segundos. Quanto aos consumos, perecem-me bem interessantes, até porque estamos a falar de um motor a gasolina. A marca anuncia um consumo combinado de 5,9 l/100 km, mas durante este ensaio ficámos mais perto do 7 l/100 km, o que não é nada mau!
Algo que joga a favor do Hyundai Veloster são os preços, que vão dos 23.250 euros aos 27.750 euros, consoante o nível de equipamento. E se gosta de jogar pelo seguro, fique a saber que a Hyundai oferece cinco anos de garantia com quilometragem ilimitada.

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